Curitiba - Também através de uma nota oficial, o secretário de Segurança do Paraná, Luiz Fernando Delazari, rebateu as acusações da Adepol e do Sidepol. O secretário afirmou que os policiais militares só serão destacados para delegacias em que não haja servidores de carreira da Polícia Civil, e que nenhum policial civil terá que se subordinar a um militar.
Delazari destacou também que a ameaça da Adepol em usar a força para fazer suas reivindicações seria uma ''incitação à prática criminal, o que é crime'', e que as acusações teriam conotação política. O governador Roberto Requião (PMDB) e o vice-presidente da Adepol, João Ricardo Képes Noronha, que assinou a nota distribuída ontem, já tiveram desentendimentos sérios no passado.
Requião chegou a afirmar que Noronha faria parte da ''banda podre'' da polícia do Paraná. Durante a campanha para o governo do Estado no ano passado, Requião utilizou o fato para atacar seus adversários, afirmando que estariam envolvidos com entidades e policiais que pertenceriam à banda podre. O fato de Requião ter escolhido Adauto Abreu de Oliveira como delegado-geral da Polícia Civil aumentou ainda mais a tensão entre os dois. As desavenças entre Adauto e Noronha são ainda maiores do que as do vice-presidente da Adepol com o governador.
A Folha não conseguiu, ontem, contato o procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, para esclarecer as implicações legais.

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