Secretário diz houve mal entendido
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terça-feira, 02 de julho de 2002
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O problema relatado anteontem pela aposentada Claudina Gelinda Scopel, 62 anos, que não pode receber correspondências, contas nem taxas públicas em sua chácara, localizada no Parque Rui Barbosa (zona leste de Londrina), foi rebatido ontem pela Secretaria Municipal de Obras. Ao contrário do que foi informado, o trecho da Rua Paulo Galli Palma que passava dentro da fábrica da Milênia Agrociência, não foi fechado arbitrariamente pela empresa, mas sim foi objeto de uma permuta com a prefeitura, em janeiro de 1991.
Segundo o secretário de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, o que provocou o mal entendido foi a falta de emplacamento da rua que por enquanto não tem identificação. Ele revelou que o problema será resolvido depois que for feita a licitação para a compra de placas, ainda sem data definida. Existem no município, de acordo com o secretário, 600 vias públicas 1.800 placas sem identificação, que significam um gasto de cerca de R$ 32 mil.
O secretário argumentou que a troca foi vantajosa, porque a área cedida à Milênia foi menor do que o espaço que a empresa cedeu ao município. Ele disse ainda que, além de manter o livre acesso, a prefeitura ainda conseguiu uma faixa de terra numa área de fundo de vale do Ribeirão Lindóia, que teria sido reflorestada, segundo a Milênia, com o plantio de mudas de espécies nativas.
Após a permuta com o município, a empresa ficou com o trecho interno que cortava a área da fábrica. E cedeu um trecho de terra que passa entre um muro lateral e uma área também pertencente à Milênia, onde foi construída a rua que substituiu a antiga via permutada.
''Essa área (que ficou circunscrita na fábrica) é propriedade da empresa'', garantiu o diretor de planejamento estratégico da Milênia, Luis César Guedes,
mostrando documentos que tratam da permuta. Ele reforçou que o procedimento foi, inclusive, registrado em cartório.


