Curitiba O secretário de Estado da Administração e Previdência, Reinhold Stephanes, se mostrou surpreso com a informação da insatisfação dos usuários do Sistema de Assistência à Saúde (SAS) em Curitiba. Na Capital, onde o sistema atende 123 mil pessoas, muitos usuários reclamam da demora e afirmam que atendimento é pior que o antigo IPE. Na opinião do secretário, o problema existe para as pessoas que têm que viajar para receber atendimento.
Com 17 municípios servidos pelo sistema, a distância para quem mora onde não há hospital conveniado com o SAS é, em média, 100 quilômetros. ''Quando a rede for ampliada para 42 cidades, até o final de julho, essa distância média vai diminuir para 20 quilômetros'', garante o secretário da Previdência.
Em Curitiba especificamente, Stephanes diz que a ampliação da rede retirará 57 mil usuários (40 mil de Ponta Grossa, 11 mil de Paranaguá e 6 mil da região de Rio Negro) dos 123 mil atendidos atualmente. Porém, o montante repassado ao Sistema de Saúde, R$ 80 milhões por ano, não terá aumento. Desse total, Curitiba fica R$ 22 milhões e Londrina com R$ 13 milhões.
Quanto ao projeto para retomar o antigo Instituto de Previdência do Estado (IPE), como foi lembrado pelo presidente do APP-Sindicato, José Lemos, o secretário disse que realmente existe. Stephanes ressaltou, porém, que por se tratar de um sistema mais caro que o SAS, o projeto não deve sair este ano.
''Voltar para o IPE significa gasto a mais com pessoal e o Estado, por causa da Lei de Responsabilidade Social (LRF), está no limite'', explica Stephanes. Segundo o secretário da Previdência, o IPE é mais caro porque dá um atendimento mais completo, abrangendo até procedimentos de alto custo, que não coberto pelo SAS.(A.B.)

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