O secretário estadual de Obras, Augusto do Canto Neto, em entrevista no gabinete do prefeito Antonio Belinati, trouxe a promessa de construir em Londrina a Prisão Provisória, a Prisão Industrial, a Cadeia Pública e o educandário para menores infratores. Ele enfatizou que é apenas o executor dos projetos. Canto Neto não quis falar sobre a viabilização das obras e entrar no mérito sobre contestações dos moradores do jardim Acapulco (zona sul), que não querem no bairro as prisões Provisória e Industrial, onde já está instalada a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL).
O secretário prometeu iniciar a reforma do 5º Distrito Policial (DP) no dia 5. Para a realização da obra, segundo ele, já estão disponíveis R$ 130 mil. O juiz da Vara de Execuções Penais e Corregedoria dos Presídios, Roberto do Valle, interditou o distrito e ameaçou fechar outro DP no dia 6 se a reforma não for iniciada.
Na reunião com o secretário, nada ficou acertado em definitivo. O prefeito Belinati afirmou que não é contrário à construção da Prisão Provisória, mas disse que em hipótese alguma vai comprar terreno no Acapulco para a instalação da unidade. ‘‘Seria incoerente de minha parte. No ano passado, eu estive junto com os moradores do Acapulco contestando a construção da Cadeia Pública naquele nobre bairro.’’
O vereador Célio Guergoletto (PMDB), que está apoiando os moradores do Acapulco, chegou na sala do prefeito após a saída do secretário Canto Neto. Mostrando-se irritado, ele disse que os moradores não vão consentir que se faça qualquer obra naquele bairro para abrigar presos. A maior preocupação dos moradores são as fugas e a circulação de marginais no bairro.

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