Paulo Ubiratan
‘‘Quando assinei o pagamento dos R$ 300 mil para comprar o terreno para doá-lo à empresa Hussmann Fast Frio do Brasil Ltda, não me preocupei em saber do critério de avaliação e nem se foi superfaturado. Tomamos todas as cautelas, pois o terreno foi avaliado por nove imobiliaristas e o laudo foi assinado pelos cinco membros da Comissão Permanente de Avaliação do município. Não me cabe investigar ou descobrir se houve alguma fraude na compra’’, afirmou o secretário de Administração de Londrina, Wilson Mandelli.
Foi ele quem pagou o valor à empresa Equipe Negócios e Empreendimentos Imobiliários Ltda. Mandelli foi ouvido ontem à tarde pela promotor da PIC (Promotoria de Investigações Criminais, Claudio Esteves, que apura denúncias de compra teria sido superfaturada em 160%.
As denúncias foram feitas à PIC pelo comerciante Erasmo Norberto. O terreno com área de 40 mil metros quadrados fica na zona oeste de Londrina, na gleba Cambé, Jardim Sabará.
O mesmo terreno já havia sido comprado pela prefeitura em 1980, que depois teria sido vendido por um valor menor ao empresário Ângelo Cesar Simeão e a seu sócio Rubens Valduga.
Segundo as denúncias, o terreno havia sido comprado do espólio de Rubens Valduga e que a Equipe não teria ainda terminado o pagamento quando recebeu o dinheiro da prefeitura. ‘‘Não me procupei em saber deste detalhe, pois para mim estava tudo certo. A Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) tinha urgência em doar o terreno a Hussmann’’, afirmou Mandelli.
O ex-secretário de Administração, Gino Azzolini, também prestou depoimento ontem. Segundo o promotor Claudio Esteves, e ex-secretário foi ouvido somente para informar determinados procedimentos administrativos ocorridos na compra do terreno investigado.

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