Curitiba - O secretário de Segurança de Paranaguá, Álvaro Domingues Neto, foi exonerado do cargo. Ele e sete guardas municipais foram denunciados pelo Ministério Público (MP) estadual por prática de tortura e constrangimento ilegal contra moradores de rua. Domingues Neto e quatro dos guardas que haviam sido presos no último dia 9, foram soltos sexta-feira passada com habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. Os mandados de prisão contra os outros três perderam a validade.
O prefeito de Paranaguá, José Baka Filho (PDT), disse que decidiu demitir Domingues Neto, na segunda-feira da semana passada, depois que o primeiro pedido de habeas corpus foi negado pelo TJ. ''A prefeitura tem que continuar trabalhando'', acrescentou. O diretor do Departamento Municipal de Trânsito, Astrogildo Policarpo da Conceição assumiu o cargo.
Sobre os demais guardas municipais, o prefeito informou que eles cumprirão expediente interno até que a sindicância reaberta pelo Executivo seja concluída. ''Acreditamos que não houve agressão. Porém, vamos aguardar a conclusão do processo na Justiça'', afirmou Baka Filho.
Segundo o MP, que investigou a denúncia apresentada pelo padre Adelir Antonio De Carli, responsável pela Pastoral Rodoviária de Paranaguá, os moradores de rua eram submetidos a maus tratos pelos guardas municipais e obrigados a deixar a cidade.
O caso ganhou repercussão nacional. O programa Fantástico, do último domingo, exibiu imagens do ex-secretário, quando este prestava depoimento à Comissão Especial de Investigação (CEI) da Câmara Municipal, instaurada para apurar as denúncias de que alguns mendigos teriam sido levados à revelia para Curitiba em uma van da prefeitura. No vídeo, ele afirma que os próprios moradores teriam pedido o transporte para a Capital.

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