ESTÁ CERTO OU ERRADO? -

Secretário de Obras explica viaduto da Dez de Dezembro “torto”

Pessoas colocaram em dúvida qualidade da edificação após imagem viralizar nas redes sociais

Pedro Marconi - Grupo Folha
Pedro Marconi - Grupo Folha

Operários da empresa contratada estão atuando na parte da estrutura de concreto armado
Operários da empresa contratada estão atuando na parte da estrutura de concreto armado | Pedro Marconi/Grupo Folha
 


Uma foto que mostra o viaduto que está sendo construído sobre a rotatória da avenida Dez de Dezembro com Leste-Oeste “torto” viralizou nas redes sociais nos últimos dias. Com a repercussão, muitas pessoas colocaram em dúvida a qualidade do serviço e a segurança da obra após ser liberada, o que está previsto para março de 2020.


De acordo com o secretário municipal de Obras e Pavimentação, João Verçosa, a inclinação da armação está seguindo o que foi previsto desde o início do projeto elaborado e aprovado pelo Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina). Ele negou que haja qualquer tipo de erro no trabalho que antecedeu a estrutura e no que vem sendo feito.




A explicação para o viaduto estar sinuoso, destacou o secretário, é que a avenida Dez de Dezembro não é reta, como pode parecer. “A curva é para adequar a estrutura à Dez de Dezembro e fazer com que tenha o ‘encaixe’ do que está sendo feito. A avenida tem uma curva suave próximo da rodoviária, no sentido norte-sul. Foram elaborados todos os cálculos e tudo está executado de forma fiel ao projeto estrutural”, explicou.


Projeto da sinalização mostra curva da estrutura
Projeto da sinalização mostra curva da estrutura | Reprodução
 


Verçosa ainda ressaltou que todo o serviço é medido por equipamentos adequados e que dão respaldo, como topógrafo e taqueômetro. “Só vai perceber essa curva quem vê por cima. Aqueles que passarem pela futura pista não vão notar”, defendeu. Atualmente, operários da empresa contratada estão atuando na parte da estrutura de concreto armado, com a nova pista chegando ao último pilar de sustentação. Ao todo são seis.


ENTREGA


A obra começou em agosto do ano passado e deveria ser finalizada e entregue neste mês. Entretanto, a empresa responsável pediu prorrogação do contrato por mais quatro meses, alegando imprevistos, como a descoberta de pedras-bola na localidade, o que foi aceito pela secretaria de Obras. “Não temos mais nada que possa atrapalhar e acreditamos que eles vão concluir dentro deste prazo”, projetou. 


A construção tem custo de cerca de R$ 18 milhões. A última medição por parte do técnico da pasta que acompanha o trabalho, de outubro, apontou que está com 43,43% de execução. Uma nova verificação está prevista para esta semana. 




 

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