Secretário critica decreto de Belinati
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sábado, 24 de maio de 1997
Dary Júnior 
Sucursal de Curitiba
Marcelo AlmeidaSecretário de Segurança chegou a Londrina na tarde de ontemO secretário de Segurança Pública do Estado, Cândido Martins de Oliveira, ficou bastante irritado com a decretação do estado de emergência em Londrina. Ele viajou ontem à tarde para a cidade com a promessa de só retornar a Curitiba quando a crise estiver resolvida. Quero saber o que o prefeito Antônio Belinati pretende com essa medida, avisa. Segundo ele, gestos demagógicos só contribuem para agravar a situação.
As declarações de Oliveira foram dadas no final de manhã de ontem, durante a inauguração do 13º Distrito Policial, no Jardim da Ordem, zona sul de Curitiba. O secretário chegou a ser irônico em relação ao decreto assinado na última sexta-feira por Belinati. Quantos milhões a prefeitura vai investir na segurança? A guarda municipal vai aumentar?, questiona. Apesar do clima tenso, ele garante que sua relação com o prefeito vai bem.
De acordo com o secretário, o decreto não vai alterar o cronograma de obras do governo estadual para Londrina. Já liberamos os recursos para construir a cadeia pública. A obra começa assim que o projeto arquitetônico ficar pronto, diz Oliveira. Ele recorda que a construção é fruto de um esforço reprimido no ano passado, quando a Câmara de Vereadores impediu o então prefeito Luiz Eduardo Cheida de doar um terreno destinado à cadeia.
Oliveira voltou a criticar o juiz da Vara de Execuções Penais e corregedor das cadeias de Londrina, Roberto do Valle. O juiz havia ameaçado soltar presos dos distritos devido à superlotação. Esse homem é um fanfarrão que utiliza a imprensa para gerar intranquilidade à população londrinense, ataca o secretário. Ele acusa Valle de superdimensionar um problema herdado de administrações anteriores.
Todos sabem que o problema da superlotação nas delegacias começou no governo passado, que desativou o antigo cadeião de Londrina, diz Oliveira. Ele também condena a tese de que a nova cadeia não foi construída por desavenças pessoais entre ele e o secretário de Justiça do Estado, Édson Vidal Pinto. Isso é intriga de mulher mal-amada. Me dou muito bem com o Édson, desabafa.


