O secretário da Saúde, Armando Raggio, defende que o Ministério da Saúde deve ser mais seletivo quando realizar os cortes orçamentários do setor. O motivo é que se houver uma redução muito grande dos repasses federais, os serviços clínicos e de atendimento ficarão comprometidos, porque atualmente 75% da receita destinada aos hospitais, clínicas e serviços médicos vem do cofre da União.
‘‘O dinheiro que existe para a saúde não é pouco, mas não pode ser reduzido ainda mais sem o comprometimento da qualidade nos atendimentos’’, afirma.
No Paraná, são investidos anualmente R$ 930 milhões em saúde, sendo que a cota repassada pelo ministério corresponde a R$ 660 milhões. ‘‘O estado investe R$ 180 milhões e os municípios R$ 90 milhões’’, informa. Raggio entende que esta proporção é salutar.
Hoje, gasta-se R$ 100 por pessoa. ‘‘Os repasses poderiam ser maiores, mas o atual governo vem priorizando investimentos nas regiões do Brasil onde a qualidade da saúde está abaixo da ideal’’, diz.
Raggio diz que o Paraná sabe da importância de cortes na atual conjuntura. ‘‘Hoje, se fossem aplicados todos os recursos da arrecadação nacional, incluíndo União, estados e municípios, poderia-se gastar per capita R$ 1,5 mil’’, diz. Por isso, Raggio diz ter interesse em conversar sobre o que vai ser deixado de lado.
Para o secretário, investimentos de longo prazo, como construções de novos hospitais ou laboratórios, podem ser adiados. Porém, ele quer conversar quando assunto for o atendimento básico.
O secretário Armando Raggio considera importante que o governo federal não faça o corte apenas seguindo a equipe de econômica, mas dialogando, juntamente com os estados, sobre os cortes por setor.

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