‘‘Não tem nenhum fundamento a acusação leviana de que alguma empresa foi favorecida no processo’’. A afirmação foi feita ontem pelo secretário de Governo de Londrina, Gino Azzolini Neto, referindo-se à denúncia de que uma licitação da prefeitura teria sido fraudada para beneficiar a empresa Esteio Engenharia e Aerolevantamento S.A., de Curitiba. O caso veio à tona no dia 12 de novembro e, logo em seguida, o prefeito Antonio Belinati determinou o cancelamento da licitação.
De acordo com a denúncia feita pelo geógrafo Omar Neto Fernandes Barros, a empresa receberia R$ 8 milhões para executar serviços fotogramétricos na cidade. Em nota enviada ontem à Folha, Azzolini Neto afirma que o assunto é complexo, mas ‘‘lamentavelmente passou-se a idéia que se tratava de um contrato apenas de aerofotogrametria, quando na verdade este item do contrato representa apenas 3% de seu valor, aproximadamente R$ 200 mil’’.
Ainda de acordo com a nota, o custo maior do contrato é referente ao cadastramento imobiliário (medição de mais de 160 unidades). Segundo o secretário, esta medição permitirá à Secretaria da Fazenda lançar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) com precisão absoluta.
‘‘Números preliminares indicam que o crescimento da receita tributária numa grande quantidade de imóveis não cadastrados seria da ordem de 25% a mais por ano sobre o que se arrecada hoje com o IPTU - algo em torno de R$ 10 milhões’’, destaca. O secretário afirma que a empresa vencedora tem capacidade e idoneidade e que nos últimos 16 meses, a prefeitura realizou aproximadamente 400 licitações. Nenhuma delas, observa, foi questionada.

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