Lúcio Flávio Moura
De Foz do Iguaçu
Especial para a Folha
O secretário estadual de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, anunciou ontem que a Cadeia Pública de Foz do Iguaçu será reformada e ampliada no próximo ano.
Cândido não soube dizer quantas celas serão acrescentadas ao complexo, que sofre com a superlotação. Cerca de 350 presos se espremem nas 170 vagas da cadeia. As obras custarão R$ 120 mil e devem começar em janeiro.
A construção de uma penitenciária foi descartada pelo secretário. ‘‘Vamos construir um presídio na região, mas Foz do Iguaçu por ser uma cidade fronteiriça não deve ser escolhida’’, disse.
Em relação a uma antiga reivindicação do Conselho Municipal de Segurança – os aumentos dos efetivos das polícias Civil e Militar na cidade – o secretário afirmou que ‘‘tudo depende dos recursos da Paraná Previdência’’.
Recente levantamento feito pela Polícia Militar de Foz do Iguaçu revelou que a cidade têm uma carência de 120 homens no policiamento repressivo. ‘‘Por enquanto, o que podemos fazer é priorizar Foz para o destino de transferência de policiais que queiram mudar de praça’’, disse. Cândido acredita que com a criação do novo instituto, o Paraná poderá aumentar em 13% os gastos com funcionalismo.
Para o secretário, Foz não está particularmente afetada com a falta de policiais. ‘‘Foz tem um número de policiais extremamente diferenciado. Somando policiais civis e militares, temos em média um policial para 570 habitantes. É uma média superior a Curitiba, Maringá e equivalente à Londrina e Cascavel’’.
Outro motivo da visita de Cândido a Foz estaria relacionado ao seu descontentamento com o trabalho da Polícia Civil na cidade. Cândido negou que pretenda mudar por pressões políticas o comando da 6ª Subdivisão Policial, hoje chefiada pelo delegado Luis Carlos de Oliveira. ‘‘Não há nenhum objetivo neste sentido.
José Matiuc, presidente do Conselho de Segurança da Região Nordeste, participou, junto com membros do Conselho Municipal de Segurança, de uma reunião com o secretário pela manhã e o desmentiu em uma declaração no final da tarde. ‘‘Ele deixou claro que haverá mudanças no comando da Polícia Civil’’, afirmou.

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