Secretário aguarda laudo sobre tortura
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terça-feira, 08 de julho de 2003
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
O secretário de Estado da Justiça, Aldo Parzianello, disse ontem que aguarda o resultado das investigações, que estão sendo realizadas na Casa de Custódia de Londrina (CCL), para decidir se pedirá ou não o afastamento de agentes disciplinares supostamente envolvidos em casos de tortura contra detentos. As investigações estão sendo realizadas pelo diretor da Penitenciária Estadual de Maringá, coronel Antônio Tadeu Rodrigues, que deverá entregar o relatório final ainda essa semana.
Parzianello esclareceu que depende do resultado da investigação, pois, se pedisse o afastamento baseado apenas nas denúncias, poderia cometer uma injustiça com os denunciados. ''Se ficarem comprovados casos de agressão, pediremos o afastamento'', observou.
Um grupo de servidores da empresa terceirizada INAP, responsável pela administração da CCL, divulgou ontem uma nota de repúdio contra as denúncias de tortura e maus-tratos aos detentos, feitas pela delegada regional do Sindicato do Sistema Prisional do Paraná e ex-funcionária da unidade, Alessandra Celestino.
Segundo a nota, ''as acusações infundadas não conseguirão abalar, nem tornar mais frágeis a nossa vontade de prosseguir nesse trabalho moralmente compensador de reabilitação (...)''. Para o agente disciplinar Sérgio Ronaldo de Souza, as declarações de Alessandra estão deixando os servidores da unidade com uma imagem negativa perante à população.
Alessandra Celestino declarou que os servidores foram ''coagidos'' a assinarem a nota de repúdio. Segundo ela, todas as denúncias contam com laudos do Instituto Médico-Legal (IML), comprovando as torturas aos detentos.
A coordenação do Movimento Nacional de Direitos Humanos, do Paraná, divulgou um comunicado à imprensa alegando estar acompanhando com preocupação o desenrolar das denúncias, já que os denunciantes estariam sofrendo perseguições e ameaças. O Movimento solicitou ao Governo do Estado proteção aos ameaçados.


