Secretário afirma que fiscalização deve ter tolerância
A usina de pasteurização e empacotamento também é defendida pelo secretário de Saúde de Maringá Ivan Murad. Segundo ele, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que existem 23 agentes causadores de enfermidades no leite cru. Ferver o leite não elimina os riscos da doença porque não acaba com os microorganismos.
Hoje a fiscalização é tolerante com os pequenos produtores porque até a Vigilância Sanitária está empenhada na construção da usina. Mas a partir de sua instalação, acredito que não haverá mais tolerância e os produtores que não se associarem vão ser punidos, diz Silva. Segundo ele, os próprios associados serão fiscais voluntários.
Vamos denunciar os pontos de vendas dos produtores porque a concorrência será desleal depois de tanto trabalho que estamos tendo e de todo investimento, salienta.
O produtor Aristeu Fermino de Paiva tem meio alqueire e 15 vacas leiteiras. Ele vende 150 litros de leite cru por dia para moradores próximos à chácara dele, no Jardim Borba Gato. Paiva é um dos associados e diz que a união dos pequenos produtores é a melhor saída para a comercialização do produto. Não temos condições de vender para os laticínios porque o que eles nos pagam é menos do que o nosso custo de produção, explica.
Incluindo a cilagem, vacinas e manutenção das vacas, o custo da produção de leite, segundo Paiva, é de R$ 0,30. Os laticínios de Maringá estão pagando R$ 0,23. Com a associação vamos ter uma produção maior e também teremos condições de ter animais melhores. Por isso, será mais fácil a gente continuar no setor, acredita.
Para Paiva, o pequeno produtor de leite de Maringá tem três caminhos a tomar a partir da inauguração da associação: terá que entregar o leite para o laticínio e arcar com o prejuízo; entregar o leite para a associação ou para qualquer empresa que faça a pasteurização do produto; ou sair do ramo.





