As empresas integrantes do Pool de Combustíveis podem ter a multa de R$ 40 milhões cancelada caso reparem o dano que causaram ao meio ambiente pelo vazamento de 100 mil litros de óleo diesel no Ribeirão Lindóia, na zona oeste de Londrina. Esse é o acordo que o secretário do Meio Ambiente do Estado, Luiz Eduardo Cheida, pretende fazer às quatro empresas integrantes do Pool: Texaco, Ipiranga, Esso e Shell, que não opera em Londrina mas também foi autuada por ter participado da compra do terreno onde o Pool atua. Além das empresas, o gerente do Pool, Milton Serralvo, também foi multado em R$ 10 mil. O vazamento de óleo, detectado em maio do ano passado, é considerado o maior acidente ecológico já ocorrido em Londrina.
Cheida esteve ontem em Londrina e explicou que a intenção é que a multa tenha caráter educativo, orientador e reparador. ''A multa não é para equipar o IAP (Instituto Ambiental do Paraná), para isso a população paga imposto'', justificou. O que o secretário pretende é que se crie uma conduta de ''quem poluiu, limpa''. ''Vou propor que as empresas recuperem o meio ambiente, gastem tudo o que for necessário e assim que tiver tudo pronto e monitorado nós 'rasgamos' a multa'', declarou.
Além do rio, que foi contaminado pelo diesel, uma área de mata nativa acabou sendo desmatada para a realização dos trabalhos de conteção do óleo.
A lei permite que a multa para esses casos tenham uma redução de até 90% se os responsáveis reparem o prejuízo que causaram. Cheida destacou que em muitos casos de danos ambientais a multa era abatida e depois o governo ficava com o encargo de recuperar o estrago. Ele salientou que o importante é que as empresas recuperem o meio ambiente.
O promotor de Defesa do Meio Ambiente, Claudio Esteves, afirmou que está aguardando uma decisão do IAP para depois conversar com as empresas que formam o Pool. Ele disse que cabe à promotoria obrigar a empresa a reparar o dano. Além disso, Esteves quer estabelecer medidas compensatórias para serem realizadas pelo Pool. ''Eles terão que executar medidas em favor do meio ambiente'', explicou.
Na época do vazamento, as quatro empresas foram multadas em R$ 5 milhões cada uma. Um outro vazamento ocorrido meses depois fez dobrar o valor da autuação, atingindo R$ 10 milhões por empresa pela reincidência do crime ambiental.
A população que vive às margens do Ribeirão Lindóia foi bastante prejudicada. Animais foram contaminados pela água e morreram. Poços tiveram que ser abandonados e a população, que em sua maioria vive da agricultura, não pôde utilizar a água para irrigação durante meses.

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