O secretário de Estado da Administração e Previdência Social, Ricardo Augusto Cunha Smijtink, admitiu que os contratados no período em discussão contribuíram para a previdência, mas não tiveram o direito de aposentadoria respeitado. Ele está buscando uma saída junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Tribunal de Contas. A intenção é dar uma certidão de tempo de contribuição para os servidores. Ele levariam a certidão ao INSS e garantiriam a aposentadoria.
Ele negou que o Paraná Previdência estaria deixando de pagar aposentadorias por invalidez. Disse, ainda, que o plano de saúde não está fechado e que vai depender dos debates com a comunidade e da Assembléia Legislativa para que alguma mudança seja implementada. ‘‘Quem não quiser desconto em folha de pagamento e não aderir ao plano de saúde poderá ser incluído no Sistema Único de Saúde (SUS)’’, defendeu.
Quanto aos descontos dos aposentados, o secretário disse que a lei estadual é anterior à Constituição Federal e, por esta razão, os descontos continuam a ser praticados. As gratificações especiais não estariam sendo pagas porque os servidores não descontariam sobre este valor. Apenas sobre o pagamento e outras vantagens. ‘‘Por que iremos pagar por um valor que fez parte de um pequeno período da vida profissional do servidor e pelo qual não houve contribuição previdenciária?’’
O deputado estadual Fernando Ribas Carli (PPB), relator do plano de saúde, disse que a partir da semana que vem a comissão de saúde se reunirá com entidades interessadas para discutir e detalhar o projeto. (L.P.)

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