Secretário acompanhou a operação do Palácio
Emerson Cervi
De Curitiba
O secretário de Segurança Pública do Paraná, Cândido Martins de Oliveira, acompanhou toda a desocupação da Praça do Centro Cívico do terceiro andar do Palácio Iguaçu. Segundo ele, o bom planejamento e a rapidez dos policiais evitaram qualquer tipo de violência contra os sem-terra. Com aqueles que estavam dentro da praça não houve nenhum inconveniente, mas havia pessoas mal intencionadas do lado de fora que tentaram tumultuar e a polícia teve que agir com mais rigor, afirmou, para justificar os excessos presenciados por jornalistas.
Segundo Cândido Martins, não houve nenhuma ilegalidade no despejo. O mandado de reintegração tinha sido solicitado pelo deputado Aníbal Khury (que morreu em agosto, quando estava na interinidade do governo do Estado) e o prefeito Cassio Taniguchi. Ele disse que a polícia não deixou os advogados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e da Rede de Advogados Populares entrarem no local porque eles tumultuariam a operação. O Darci Frigo é contratado e recebe um salário para fazer o papel que fez, ao desacatar os policiais, justificou.
O secretário não soube explicar por que os pertences pessoais dos sem-terra ficaram dentro dos barracos. Não tentem dar conotações maldosas. Se ficou alguma coisa ali foi porque eles não quiseram levar, afirmou a jornalistas em frente ao Palácio Iguaçu.
O último ônibus com sem-terra deixou o acampamento às 6 horas e 49 minutos. Antes das 7h30, Cândido Martins já tinha informado o governador Jaime Lerner, por telefone, sobre os resultados da operação. Lerner está em viagem pelo interior do Estado.





