Secretaria tenta antecipar entregas
Cópias dos documentos preparados por Cláudio Santos e pelos diretores do Sindserv foram entregues ao coordenador regional do Ministério Público (MP) em Londrina, Miguel Sogaiar. Com isso, eles esperam que os promotores de Defesa do Patrimônio Público, Leila Schimit e Renato de Lima Castro, também dêem andamento à abertura de procedimentos administrativos que deverão investigar a administração das verbas do Fundo e da Autarquia Municipal de Saúde. (Leia mais no Primeiro Caderno).
O secretário municipal de Saúde, Silvio Fenandes, estava participando de um evento em Brasília e não pôde atender à reportagem da Folha. Em matéria publicada ainda no final de maio pela Folha, a diretora executiva da Secretaria de Saúde, Margaret Shimiti, admitiu a falta de seis medicamentos nos postos, atribuindo a falha a problemas nas licitações para compra e ao aumento da demanda. ''Os pregões eletrônicos já estão em andamento desde o começo do mês e em 30 dias devemos investir R$ 2,5 milhões na compra de 166 itens. Estamos pedindo às empresas que venceram os primeiros processos que antecipem as entregas ao máximo'', garantiu hoje a diretora.
A falta de estrutura e manutenção nos postos foi justificada por Margaret com o crescimento da rede de atendimento ao público. ''Muitos equipamentos foram comprados no ano passado e agora estão entrando em fase de manutenção. As compras também estão sendo realizadas e devem se encerrar também neste mês'', afirmou.
Margaret também afirmou que as dúvidas sobre a legitimidade do Conselho e as contas do Fundo Municipal devem ser esclarecidas em breve, pela própria comunidade e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). ''O Conselho é eleito por representantes da comunidade, que devem estar presentes nas conferências eletivas. Por isso é importante que a comunidade participe das próximas reuniões, que devem acontecer em breve. Quanto às contas, já encaminhamos o balanço ao TCE na semana passada. O tribunal vai nos ajudar a provar que não há irregularidades''.





