Secretaria só apresenta plano de de carreira no meio de dezembro
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quarta-feira, 11 de novembro de 1998
Anna Camanducaia 
O documento final do Plano de Desenvolvimento de Pessoal da Educação (Pladepe) deve ser apresentado para a APP-Sindicato (que representa os professores de escolas públicas do Paraná) na metade de dezembro. O Pladepe deve entrar em vigor no próximo ano, segundo o coordenador geral do Programa de Expansão, Melhoria e Inovação no Ensino Médio do Paraná, Luiz Walter Chalusnhak.
A Secretaria do Estado de Educação disse que não haverá cortes de pessoal, mas também não prevê qualquer aumento na folha de pagamento. Hoje, a folha está em R$ 58 milhões por mês - pagamento de 70 mil funcionários. Em 1994, os gastos eram de R$ 24 milhões por mês.
Para protestar contra o Pladepe, a APP fará manifestação amanhã, a partir das 8h30, em frente à Assembléia, em Curitiba. Não haverá aula nas escolas estaduais. O sindicato espera 3 mil pessoas. Queremos o fim do Pladepe e a aprovação do PCCS (Plano de Cargos, Carreira e Salário), feito pela APP, disse o diretor do sindicato, José Lemos.
Ontem pela manhã, integrantes Secretaria da Educação explicaram os principais pontos do plano para os professores do Colégio Estadual do Paraná.
Chalusnhak disse que, ao contrário do que a APP afirma, a carreira não vai acabar com a implantação do Pladepe. O plano cria mais três níveis para ampliar o horizonte do professor, disse. Segundo ele, hoje, 49,84% estão no G7, último nível da carreira.
Um ponto já mudou com a discussão entre os professores. Antes, o governo queria contratar professores por hora/aula. Com a alegação de que isso criaria uma subcategoria, a secretaria decidiu registrar os profissionais por 10, 20, 30 ou 40 horas.


