Arquivo FolhaArtur Braga, delegado-geral do Departamento de Polícia Civil, reuniu-se ontem com coordenadores do Grupo FeraA Secretaria de Estado da Segurança Pública baixou nessa semana uma resolução normatizando as atividades do grupo Fera (Força Especial de Repressão Antitóxicos), que terá atuação em todo o Paraná para combate aos traficantes de drogas. O grupo foi criado em agosto de 1997 e agora passa a contar a regulamentação necessária para seu funcionamento.
Ontem, os coordenadores do Grupo Fera se reuniram com o delegado-geral do Departamento de Polícia Civil, Artur Braga, para acertar detalhes do funcionamento do grupo. O Fera será composto por três delegados, 12 investigadores de polícia, dois funcionários administrativos e três rádio-operadores, além de cães farejadores.
A equipe será dividida em duas - uma de campo e outra de apoio técnico. A primeira vai realizar ações necessárias à repressão ao tráfico de substâncias entorpecentes que causem dependência física ou psíquica, além de matérias-primas ou plantas destinadas à preparação de drogas. A parte técnica do grupo será responsável pelo intercâmbio de informações com as demais autoridades policiais do Estado e do País.
Os inquéritos policiais dos traficantes e usuários de drogas serão feitos pela Delegacia de Antitóxicos, em Curitiba, e pelas delegacias de polícia locais em outros municípios.
Segundo levantamento estatístico do grupo Fera, a droga mais consumida no Paraná é a maconha - no ano passado, representou 70% do total das drogas apreendidas. Apesar de ter havido queda na apreensão de cocaína (de 34% para 23% do total de drogas no ano passado), as apreensões de crack aumentaram de 3,23% para 5,48% do total.
A principal rota de entrada das drogas no Paraná é pela região Oeste (municípios de Guaíra e Foz do Iguaçu), provenientes do Mato Grosso do Sul e do Paraguai. Além de serem consumidas no próprio Estado, as drogas que entram pelo Oeste são comercializada em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. ‘‘Até o Plano Real, o Brasil servia mais como rota de passagem dos entorpecentes. Agora, com o fortalecimento da moeda, grande parte da droga fica no País’’, observa o coordenador do grupo Fera, Adauto Abreu de Oliveira.
A maior parte dos traficantes ou usuários de drogas presos pela polícia no ano passado tem entre 15 e 25 anos de idade (77%), tem outra atividade profissional (71,43%), é do sexo masculino (84,38%) e cursou apenas o primeiro grau (63,84%).

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