A secretária municipal de Assistência Social, Maria Luiza Rizotti, pôs em dúvida os números repassados à FOLHA pelos Conselhos Tutelares. ''Não sei como eles conseguem separar os casos de crianças envolvidas com drogas dos demais atos infracionais. Temos que nos pautar por um nível de coleta de dados confiável'', afirmou.
Ela não deixou, contudo, de comentar ''os motivos pelos quais essas crianças estão se envolvendo com crimes''. Para Maria Luiza, a maioria delas têm um histórico de evasão escolar da 5 para a 6 série e, por isso, é importante incentivá-las a permanecer na escola. ''Pensando nisso, o Município construiu, a partir de 2001, uma série de atividades de contraturno que contemplam esporte, educação e cultura, buscando absorver a criança na perspectiva de desenvolver outras habilidades'', argumentou.
O enfoque sócio-familiar é outro dado importante, frisou a secretária, mencionando que o Município acompanha cerca de 12 mil famílias e lhes proporciona ''alternativas de desenvolvimento da potencialidade''. ''A terceira grande ação consiste em projetos específicos, de atendimento a crianças envolvidas com o uso de drogas, em situação de rua e vítimas de violência'', destacou. Fora das atribuições do Município, Maria Luiza cobrou ações de repressão contra ''os adultos que estão aliciando as crianças''. (V.N.)

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