A municipalização dos hospitais da Zona Norte (HZN) e Zona Sul (HZS), atualmente sob responsabilidade do governo do Estado, é uma das prioridades da Secretaria de Saúde de Londrina para 2005, que deverá contar com R$ 160 milhões. O secretário Silvio Fernandes apontou ontem, durante audiência para prestação de contas, que também pretende ampliar e instalar mais Unidades Básicas de Saúde (UBS) e policlínicas.
A municipalização seria uma alternativa para reduzir problemas de superlotação nos hospitais e dificuldades no atendimento dos pronto-socorros. ''Vamos tentar acertar a municipalização do HZS e HZN com a secretaria estadual para aproximar o atendimento da comunidade. Também vamos ajudar nas articulações da diretoria da Irmandade Santa Casa com o Ministério da Saúde para a ampliação do hospital, que deve ganhar cerca de 180 leitos (50 de UTI) e consumir cerca de R$ 10 milhões'', resumiu.
Prevendo a ampliação dos HZN e HZS já em 2005, a Secretaria Estadual de Saúde informou, por meio da 17 Regional, que pretende dar os primeiros passos para solucionar os problemas de superlotação, recorrentes na cidade há pelo menos quatro anos. Por isto mesmo, a chefe da 17 Regional, Vânia Gutierrez, já avisou: a princípio, o Estado não discute a municipalização dos dois hospitais. Orçamento e previsão para entrega das obras, no entanto, ainda não foram definidos pelo Estado.
''Neste momento, a secretaria estadual não vai discutir a municipalização do HZS e HZN'', afirmou Vânia. ''O orçamento para 2005, inclusive, prevê investimentos em ampliação e reequipamento dos dois hospitais'', explicou. Segundo ela, as duas unidades, após as reformas, devem contar cada uma com 100 leitos de internamento. Atualmente, o HZN dispõe de 41 leitos, enquanto o HZS tem 31.
Vânia explicou ainda que a compra de equipamentos para os hospitais está em fase de licitação e que o orçamento para ampliação dos prédios começará a ser definido na próxima semana. ''Técnicos da secretaria e do Departamento de Construção Civil (Decon) virão à Londrina para preparar as plantas e definir o quanto as ampliações vão exigir em investimentos'', garantiu.
Saúde da Famíli Para 2005, a Saúde esperar contar com R$ 160 milhões, entre recursos federais e municipais. Além da municipalização, Fernandes cita como metas a instalação de pelo menos mais três policlínicas e a ampliação no quadro de equipes de internamento domiciliar programa conhecido como ''Saúde da Família''. ''São frentes que devem atacar de forma mais efetiva o problema do atendimento hospitalar em Londrina'', afirmou o secretário Fernandes.
''Nossa intenção é ampliar a cobertura do Programa Saúde da Família na área urbana para 100%, além de dobrar o número de equipes nas regiões mais carentes'', explicou o secretário. Ele estima que sejam necessárias pelo menos mais 70 equipes para o cumprimento de tal meta. Hoje, o programa conta com 99 equipes e atinge 75% da área urbana e 100% da rural.

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