A expectativa da prefeitura é de que os preservativos destinados pelo Ministério da Saúde ao Carnaval, em Londrina, cheguem somente no início da folia ou na semana seguinte. Porém, isso não atrapalhará a meta da Secretaria Municipal de Saúde, que é distribuir 50 mil unidades, nos postos e locais de grande concentração.

Segundo Rosângela Aparecida de Menezes Alvanham, enfermeira do Programa Municipal DST/Aids, a prefeitura dispõe de 248 mil preservativos no estoque (158 mil enviados pelo Ministério da Saúde e 90 mil que sobraram da compra feita no final de 2007). ''Já esperávamos esse atraso. Por isso, nossa campanha de prevenção transcorrerá normalmente'', garante.

O governo federal entregará 19,5 milhões de unidades aos foliões em todo País. Conforme Rosângela, o atraso no Paraná deve-se, exclusivamente, a entraves burocráticos e à certeza de que todos os municípios estão abastecidos. Londrina, por exemplo, utiliza 30 mil unidades/mês, adquiridas a, no máximo, R$ 0,05 cada. Para o Carnaval, a prefeitura oferecerá - pelo menos - duas camisinhas a cada folião. ''É apenas uma média porque algumas pessoas requisitarão mais e outras recusarão'', prevê a enfermeira.

A distribuição começou, sexta-feira (25), na batucada do Country Clube. Neste local, serão entregues 17 mil unidades, incluindo os bailes nos dia 2 e 4 de fevereiro. No Autódromo, onde acontecerá o desfile das escolas de samba nos dias 2 e 3 de fevereiro, a prefeitura entregará 12,5 mil preservativos. Nestes ambientes, a prefeitura utilizará a mão-de-obra de agentes de saúde e voluntários, devidamente identificados. Além disso, os 53 postos de saúde estão recebendo o reforço de 22 mil unidades especialmente para a época.

Rosângela afirma que todos os preservativos possuem selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) e existem em quantidade suficiente para a cidade. ''Ano passado, entregamos menos do que 50 mil sem problemas'', afirmou.

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