Secretaria quer aumentar imunização
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 30 de agosto de 2001
Katia Michelle<BR>De Curitiba 
Jovens com menos de 20 anos que não se vacinaram contra a hepatite B podem tomar a dose nos postos de saúde do Estado. A informação é da Secretaria Estadual de Saúde, que quer ampliar a imunização no Paraná. No último sábado, durante a campanha nacional de vacinação contra a poliomielite (paralisia infantil) 18 mil jovens se vacinaram contra a hepatite B somente em Curitiba. ''É um avanço, mas podemos ampliar esse público'', avalia a chefe da divisão de epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Karin Regina Lhum.
A hepatite B é uma inflamação no fígado provocada por um vírus. A transmissão pode acontecer através do sangue, da saliva e materiais infectados, como seringas e agulhas. Os sintomas são febre, dor de cabeça, fraqueza, vômito, urina escura e fezes esbranquiçadas. Se a doença não for detida, pode levar à hepatite crônica, fator de risco para o câncer de fígado.
Em Londrina, a procura pela vacina, segundo a gerência de vigilância epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, é pequena. A coordenadora do programa de imunizações do município, Sandra Caldeira Melo, afirma que a faixa etária inclusa na ampliação é difícil de ser atingida.
A médica infectologista Daise Souza de Pauli, explica que na hepatite tipo B, apesar do índice de contaminação ser baixo cerca de 1,5% a 2% da população, as consequências podem ser mais sérias. Muitas vezes, como salienta Dayse, a pessoa é portadora do vírus e não apresenta sintomas.
A hepatite B é diferente da hepatite A, que é mais comum. No Estado, enquanto a incidência da hepatite A aumentou 49% entre 1999 e 2000, a hepatite B teve redução. No primeiro semestre de 2000 foram notificados 433 casos da doença. No mesmo período deste ano, o número caiu para 131 casos.
''Mesmo com a redução precisamos continuar imunizando os jovens'', ressalta Karin. Ela lembra que a faixa de idade de imunização no Estado, que até o ano passado era de 15 anos, foi ampliada para 20 anos por orientação do Ministério da Saúde. A vacina segue um esquema periódico e deve ser tomada em três etapas.
Em Londrina, a vacina é oferecida nos postos também aos profissionais de saúde e funcionários da coleta de lixo. Pessoas debilitadas podem ser atendidas junto ao Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Londrina. (Colaborou Célia Guerra)


