A Secretaria de Educação de Londrina prevê criar 2.036 vagas para a educação básica até 2020, sendo 1.388 já em 2019. O aumento na oferta do ensino será permitida com a construção de quatro CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil) e uma escola, além da ampliação de outra instituição. Juntos, os novos prédios custarão R$ 16 milhões, provenientes de recursos federais, municipal e de contrapartidas de empresas.

Uma das escolas municipais mais antigas de Londrina, a Carlos Kraemer, na região central, será reformada e ampliada
Uma das escolas municipais mais antigas de Londrina, a Carlos Kraemer, na região central, será reformada e ampliada | Foto: Ricardo Chicarelli



Está prevista a construção de centros municipais no jardim Santa Cruz e Belleville (zona norte); jardim Tarumã (zona leste); residencial José Bastos e no distrito de Lerroville (zona sul). Os novos locais vão receber crianças de zero a cinco anos e o investimento é de R$ 2 milhões em cada, sendo a maior parte do montante oriunda do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). No distrito de Warta, na zona norte, será erguida uma escola, que vai receber 552 estudantes do P4 e 5º anos. O valor gasto será de R$ 3,7 milhões, dinheiro de um caucionamento devido por uma construtora instalada na cidade.

Com exceção da escola, a estimativa é que todos os outros prédios estejam prontos até o fim do segundo semestre de 2019. "Temos deficit de vagas nas creches e é fundamental que aumente a estrutura para poder atender crianças que estão chegando. Cada dia aumenta mais a demanda. Hoje, a fila de zero a três anos passa das quatro mil crianças, mas vamos atender parte disto no começo do ano, já que serão liberadas vagas", exemplificou Maria Tereza Paschoal de Moraes, secretária de Educação.

Das novas vagas, 750 serão de ensino em tempo integral para meninos e meninas de zero a três anos. Os terrenos que vão receber as estruturas são da prefeitura. "São projetos que estavam previstos para Londrina desde 2011, porém houve vários problemas, entre eles da empresa que ganhou a licitação, à época, que faliu. Conseguimos colocar tudo em ordem para receber a verba e iniciar a construção, já que as ordens de serviço já foram assinadas", apontou.

As obras ainda não começaram pois, segundo a secretária, as chuvas das últimas semanas têm atrapalhado. Os trabalhos devem iniciar nas próximas semanas. Ela destacou que vai haver uma ampla fiscalização, com engenheiros já nomeados, para que o cronograma seja cumprido. Foi confeccionado um plano com as datas de entrega de cada parte dos centros de educação. Na creche de Lerroville, por exemplo, estão previstos as fundações do solo em novembro e o levantamento das paredes entre novembro e dezembro.

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CARLOS KRAEMER
Uma das escolas municipais mais antigas de Londrina, a Carlos Kraemer, na Vila Casoni, região central, será reformada e ampliada. A maior parte do prédio da instituição é da década de 1970 e de madeira, o que gera inúmeros problemas, como cupim e infiltração. "Além disso, a fiação elétrica é básica, porém a escola expandiu ao longo dos anos, assim como a necessidade de tecnologia. Não conseguimos instalar mais tomadas e as lâmpadas queimam com facilidade. Por mês são entre 50 e 60 trocas que temos que fazer", descreveu a diretora da escola, Suelan Rodrigues Petrini.

Atualmente, a escola atende 595 alunos do P5 ao 5º ano e EJA (Educação de Jovens e Adultos). Com a ampliação serão 648 novas matrículas. "É um momento de vislumbrar o futuro e isso é bom para a comunidade. Temos avós e pais que estudaram aqui e hoje são as crianças deles. O problema não é a escola ser de madeira, mas o cuidado que ela não recebeu ao longo do tempo. As paredes são de madeira boa, mas o resto não", constatou a diretora.

As obras não terão custo para o município, pois a verba é de duas contrapartidas com loteadoras. Serão dois termos de compromisso. O primeiro prevê a construção de 12 salas de aula, com investimento de R$ 2,4 milhões e entrega prevista para 2020. Já o segundo contempla cinco salas, no valor de R$ 706 mil, e com finalização em até seis meses. Operários já estão trabalhando na instituição, organizando a divisão das salas num auditório no andar de cima da escola, que vai receber o setor administrativo enquanto durarem os trabalhos.

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