Secretaria pede melhorias em terminal
Silvana Leão
De Londrina
Representantes da Secretaria Municipal do Idoso, da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) e da Secretaria de Obras fizeram uma visita ontem de manhã ao Terminal Urbano de Londrina para verificação do trajeto feito pelos passageiros da terceira idade. Ao final, ficou decidido que duas providências serão tomadas: a colocação de corrimão nos dois lados das rampas e de mais placas informando sobre o acesso às mesmas.
Maria Ângela Santini, diretora de atendimento à pessoa idosa da Secretaria, explicou que a visita definiu a primeira ação em parceria com a Comurb. Segundo a diretora, as rampas ainda são pouco utilizadas, e nem todo mundo sabe de sua existência. Um dos motivos, acredita, são as placas de sinalização pouco visíveis. Existem situações de risco, já que há muito fluxo de pessoas nas escadas, e os idosos devem saber que existem alternativas mais seguras, lembrou.
A Comurb também se comprometeu, durante a visita, a realizar estudos para ver se há necessidade de mais áreas com piso antiderrapante, atualmente utilizado nas rampas. O Jornal do Passageiro, distribuído dentro dos ônibus, e panfletos, também serão utilizados para divulgar as vias mais seguras dentro do terminal.
A reportagem da Folha constatou que as rampas são utilizadas constantemente por idosos, mas também flagrou casos como o de seo Evaristo Alvarez Oliveira, de 85 anos, que apesar da dificuldade de descer pelos degraus, não dispensa o uso da escada. Enxergando e escutando pouco, ele está convencido: Eu desço bem...
A distância entre as rampas e o acesso ao terminal pela Avenida São Paulo também é motivo para que alguns prefiram a escada. Cleuza Rodrigues de Oliveira, de 47 anos, chegou ofegante ao último degrau. Apesar de estar com o neto de um ano e dez meses no colo e com um machucado na perna, ela optou pelo caminho mais curto. Mas não é fácil, admitiu.
Já José Elito de Souza, de 51 anos, utiliza frequentemente as rampas, e só se queixa da falta de corrimão dos dois lados. Com um lado do corpo paralisado em função de um derrame, ele sente dificuldade quando tem que descer ou subir sem apoio em um dos lados. Quanto à inclinação, diz que não tem problema.





