Secretaria pede estudo para aumentar o muro da Prisão
Paulo Ubiratan
De Londrina
A Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania solicitou ao Departamento de Construção (Decon) da Secretaria de Obras do Estado um orçamento para obras de ampliação do muro da Prisão Provisória de Londrina (PPL). A informação foi dada ontem pelo engenheiro Flávio Formágio Fonseca, do setor de fiscalização do Decon.
O pedido de aumento na altura do muro da PPL foi feito pelo Conselho Comunitário de Segurança, após uma tentativa de fuga de presos no início do mês e de denúncias da falta de segurança do prédio feita pelo diretor da unidade, delegado Eurico Hummig Filho. O diretor também pediu que a prisão fosse parcialmente interditada.
Na semana passada, Hummig enviou ao juiz da Vara de Execuções Penais (VEP) e corregedor dos presídios de Londrina, Roberto do Valle, um ofício enumerando diversas falhas estruturais no prédio, que colocam em risco a segurança dos presos e dos funcionários. Segundo Hummig, além do muro ser baixo, faltam hidrantes e extintores de incêndio e as portas dos corredores e das celas são frágeis. Roberto do Valle não quis fazer a interdição do prédio sem antes solicitar laudos técnicos do Corpo de Bombeiros e do Instituto de Criminalística.
O juiz disse que até ontem não havia recebido nenhum dos laudos. Mas afirmou que, se for necessário, fundamentado nos laudos que receber, irá mesmo interditar a PPL. Roberto do Valle já havia baixado uma norma de que a lotação da prisão não poderia ultrapassar a 200 presos. A PPL tem capacidade para 140 presos.
O engenheiro Formágio disse que nunca foi questionado diretamente sobre as possíveis falhas estruturais do prédio da PPL. Eu acompanhei e fiscalizei a obra realizada pela construtora CCP de Maringá. O projeto feito em Curitiba foi obedecido à risca, afirmou. Formágio disse que antes da ocupação da PPL foram feitas todas as reformas pedidas, inclusive a construção do muro substituindo o alambrado que constava no projeto original.
Ele destacou que, por medida de segurança, seria impossível colocar hidrante e extintores na parte onde os presos têm acesso. O engenheiro afirmou que está à disposição para dar qualquer informação sobre a construção da PPL.





