Secretaria notificou construtora
Depois de mais de um mês sem salários, muitos trabalhadores disseram estar com contas atrasadas. ''Teve um pedreiro que teve que comprar fiado um botijão de gás. A pessoa fica devendo, e se ela disser que é porque ainda não recebeu, quem acredita? Ainda por cima vão achar que ele é nó cego'', desabafou Estanilau Rodrigues, pai de uma aluna que se solidarizou com a situação dos operários. ''Vamos fazer a rescisão, mas não tem data definida'', limitou-se a comentar um representante da construtora, que esteve no local ontem de manhã, conversando com os operários.
O secretário de Obras do município, Aloysio de Freitas, informou que o contrato com a construtora venceu no último dia 12, e que no dia seguinte a empresa foi notificada de que teria apenas mais 30 dias para concluir a reforma. ''Se ela não cumprir, pode receber uma multa diária de 0,1% do valor da obra. Também poderemos rescindir o contrato e licitar a parte que falta, para que a escola esteja pronta até o início do próximo ano letivo'', adiantou.
Freitas recebeu os operários ontem de manhã na prefeitura, e esclareceu que, em relação ao pagamento atrasado, a responsabilidade é unicamente da construtora. ''A empresa não trouxe o negativo de débito do INSS até agora e por isso não recebeu a última parcela'', informou, calculando que a empresa já tenha recebido pelo menos 70% dos R$947 mil orçados pela própria construtora.
''Tínhamos uma expectativa muito grande para a entrega. Mas o prazo foi prorrogado várias vezes, e a empresa teve toda a oportunidade para terminar a obra'', alfinetou Enelice Alves da Silva, diretora da escola. Para ela, o problema foi o valor apresentado pela empresa que venceu a licitação. ''A prefeitura tinha orçado em mais de um milhão, e ela ganhou com uns 950 mil. Depois não conseguiu dar conta'', sugeriu. O secretário de Obras reconheceu que essa hipótese é possível. (A.I.)





