A secretária de Educação, Luíza Aparecida da Cunha, contestou a acusação de que há perseguição política. ‘‘Simplesmente damos prioridade para os alunos e professores da rede municipal, que são suficientes para lotar o veículo disponível. O fato veio a calhar com as eleições, não é perseguição. Não temos condições de transportar ainda os professores da rede estadual’’, justificou.
Segundo ela, as professoras estaduais recebem auxílio a distância e podem pagar pelo transporte. ‘‘Em momento nenhum fomos procuradas para um contato de uma possível locação de transporte’’, acrescentou. A secretária confirmou ainda o episódio em que as professoras permaneceram a tarde toda dentro da Kombi. ‘‘Elas entraram no carro antes das crianças e chegaram ao cúmulo de deixar os alunos da escola onde lecionam sem aula no período da tarde, de propósito’’. A diretora do Colégio, Darci de Souza, diz que tem muito respeito pelo prefeito. ‘‘Não quero ofender a sua autoridade. Só queremos trabalhar e precisamos de condições para isso. A educação não pode pagar por intrigas políticas’’, comentou. Segundo Darci, ela foi processada recentemente, acusada de infringir 32 itens, entre constituição e estatutos da educação. ‘‘Fui absolvida exatamente no último dia para registrar a candidatura’’. Darci obteve 80% dos votos de alunos e 93% dos funcionários. (L.T.)

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