A Organização Não Governamental (ONG) Adé-Fidan Casa de Vivência Saara Santana de Londrina, que atende os travestis, teve seu trabalho comprometido após ter o nome incluído no cadastro nacional de inadimplentes (Serasa). O problema ocorreu, segundo a ONG, porque a Secretaria Municipal de Cultura não fez o repasse de cerca de R$ 1,4 mil que seriam usados para cobrir os gastos com o concurso Miss Travesti 2003, realizado em 20 de setembro.
Conforme o coordenador-geral da Adé-Fidan, Edson Bezerra, o repasse deveria ter sido feito em 17 de setembro. O dinheiro seria usado para cobrir os cheques que foram passados para viabilizar o concurso. Sem o recurso, o banco devolveu os cheques e a entidade foi incluída no Serasa.
Com isso, a ONG passou a ter dificuldades para receber os repasses provenientes de outras fontes. Bezerra lamentou que uma verba de R$ 20 mil do Ministério da Saúde, por exemplo, está bloqueada. A ONG trabalha na prevenção contra Aids/DST e na inclusão social. ''Isso é constrangedor, porque somos parceiros há anos da Secretaria de Cultura.''
O secretário de Cultura, Bernardo Pellegrini, prometeu honrar o pagamento até segunda-feira. Ele alegou que o repasse não foi feito porque houve uma reprogramação geral dos pagamentos, em virtude da queda de receita causada pela perda de verbas federais. Outros credores, segundo ele, também passam pela mesma situação.

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