Em 20 anos, Londrina terá 135 mil pessoas com mais de 60 anos de idade, o que significará 25% da população local. Além disso, sua expectativa de vida saltará 15 anos. Em 2020, as brasileiras, de um modo geral, viverão até os 85 anos e os homens até os 83.
É com base nessa expectativa que a Secretaria Municipal do Idoso realiza de 10 a 12 de novembro a 1ª Feira do Idoso, na sede social da Associação Cultural e Esportiva de Londrina (Acel). Durante o evento, acontecerão palestras com especialistas, comemoração do Dia Internacional do Idoso, atividades físicas, apresentações de dança, desfile de moda, apresentação de coral, concurso de karaokê, baile, sorteio e distribuição de brindes.
De acordo com o secretário da pasta, Luis Carlos Miguita, o público-alvo da feira são principalmente empresários e universitários. Os primeiros estarão presentes em 26 estandes e na praça de alimentação tentando cativar esse novo nicho de mercado. A expectativa da organização é que o evento atraia cerca de 9 mil visitantes.
No final deste mês, a secretaria pretende ter em mãos o perfil socioeconômico do idoso londrinense. Atualmente, a cidade tem 37 mil pessoas nessa faixa etária, 80% deles com algum problema de saúde, sendo 20% dos casos limitantes. Estes são alguns dos resultados de aproximadamente dois mil exames médicos feitos em 7% dos idosos nos últimos 30 dias.
Nesse levantamento foi apurado que 40% dos homens com mais de 70 anos de idade ainda são economicamente ativos e sua remuneração corresponde a 45% da renda familiar. Informações como essa serão incluídas também no livro ‘‘Londrina da melhor idade’’ escrito pelo cardiologista José Eduardo Siqueira e o geriatra João Batista Lima, que deverá ser lançado em um mês. Nele haverá também dados sobre legislação do idoso, conduta no trânsito, nutrição, saúde e vida espiritual. Serão impressos cinco mil exemplares e doados às entidades, órgãos públicos e prefeituras de outras cidades.
Miguita adiantou também o lançamento do cartão do idoso, provavelmente, em outubro. ‘‘É um documento de identificação que facilitará o acesso livre em ônibus, garantirá preferência de atendimento em bancos e órgãos públicos, entre outros. Até o final do ano, pretendemos distribuir 10 mil unidades’’, esclareceu o secretário.

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