Secretaria minimiza problemas em Foz
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 11 de agosto de 1997
Lorena Aubrift Klenk 
Curitiba
A diretora de Vigilância e Pesquisa da Secretaria da Saúde do Paraná,
Arquivo FolhaMariângela diz que há relativa segurança sobre controle dos bancosMariângela Galvão, disse ontem que existe uma relativa segurança de que a situação dos bancos de sangue no Paraná está sob controle. Segundo ela, as irregularidades constatadas no Banco de Sangue Paraná, de Foz do Iguaçu - interditado na última quinta-feira - constituíram um caso isolado e não são motivo para pânico, mesmo entre pessoas que receberam transfusões de sangue coletado nesse banco.
O banco de sangue foi interditado depois de reincidir várias vezes nos mesmos erros. Entre outras irregularidades, liberava para transfusões bolsas de sangue que deveriam ser destruídas, por apresentar sorologia positiva em algum dos dez exames que devem ser feitos em todo o sangue coletado. Esses exames servem para detectar, entre outros, os vírus da Aids e das hepatites.
A secretaria mantém sob investigação vários casos de receptores e já confirmou alguns infectados pelo vírus da hepatite B. Segundo Mariângela, isso pode indicar apenas a presença de anticorpos, e não necessariamente da doença, no sangue transfundido.
Segundo Mariângela, a situação nos outros 24 bancos de sangue do Paraná está sob controle, embora sujeita aos riscos naturais da coleta e distribuição. Ela lembra que várias doenças transmitidas por vírus ainda apresentam a janela imunológica - tempo em que o vírus não pode ser detectado pelos testes sorológicos.
Para reduzir os riscos, a Vigilância Sanitária faz, além das inspeções periódicas, coletas mensais de amostras de sangue. Elas são retestadas e, quando há discordância com os resultados originais, a coleta é refeita. O índice de discordância não é preocupante, diz Mariângela.
Nenhuma transfusão de sangue é isenta de risco, mas a Secretaria da Saúde do Paraná é a mais atuante nessa área e a população não corre riscos sérios, além dos inerentes ao procedimento, reforça o ex-presidente da Sociedade Paranaense de Hematologia, Renato Merolli.


