Arquivo FolhaPassarela de 140 metros é feita de cabos de aço e madeiraApesar de não ter chovido nos últimos dias, a passarela para a travessia de pedestres entre os municípios de Adrianópolis (PR) e Ribeira (SP) foi novamente interditada ontem, dessa vez por determinação da Secretaria de Segurança Pública do Paraná. Essa decisão foi motivada por um laudo do Corpo de Bombeiros realizado em agosto de 1997, que ‘condenou’ a obra construída entre fevereiro e julho daquele ano pelas prefeituras das duas cidades. Segundo a Defesa Civil do Paraná há várias irregularidades na passarela: ela está em péssimo estado de conservação, não existe um projeto que orientou sua construção nem um engenheiro responsável pela obra.
A Defesa Civil aponta que outro problema verificado foi a falta de manutenção para prevenir acidentes na ‘ponte’ de 140 metros de comprimento, feita de cabos de aço e madeira, materiais considerados de fácil deterioração. ‘‘Apesar da responsabilidade civil e criminal ser do prefeito, a Defesa Civil é moralmente responsável e está atuando preventivamente’’, disse o coordenador da Defesa Civil, coronel Luis Antonio Borges Vieira.
Vieira informou que a passarela não tem a menor condição de ser utilizada da forma como está e pediu que a população utilize a balsa que o governo do Paraná mantém funcionando para os deslocamentos entre Ribeira e Adrianópolis.
A Defesa Civil vem tentando fechar a passarela desde o mês de novembro, por meio de ofício ao prefeito de Adrianópolis, José Carlos dos Santos. O prefeito chegou a atender a solicitação, mas populares acabaram reabrindo a passagem. A construção da passarela aconteceu depois que a ponte entre os dois municípios foi carregada pelas águas do Rio Ribeira, durante fortes chuvas em janeiro de 1997. Desde então as únicas alternativas para atravessar o rio são balsa, barco e passarela.
Protesto - Os moradores de Adrianópolis e Ribeira devem realizar uma manifestação amanhã às 10 horas, para chamar a atenção das autoridades estaduais e federais para o isolamento da região. O protesto tem o objetivo de marcar posição contrária ao fechamento da passarela e pedir agilidade na construção da nova ponte e no início do asfaltamento da BR-476 no trecho de 94 quilômetros entre Bocaiúva do Sul e Adrianópolis.
O chefe do Serviço de Engenharia do 9º Distrito Rodoviário Federal do DNER, Wilson de Lage, informou que as obras da nova ponte foram interrompidas em razão das chuvas, mas que já estão para ser retomadas, devendo estar concluídas em outubro deste ano. Sobre o asfaltamento do trecho de 94 quilômetros da BR-476, Lage informou que o projeto está passando por uma revisão, devendo ser licitado até o mês de junho e concluído até o ano 2001.

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