Alunos do Colégio Estadual de Aplicação (Área Central de Londrina) foram os primeiros a receber a equipe da secretaria municipal de Saúde para a terceira etapa da campanha de vacinação contra hepatite B. A ação visa melhorar o índice de vacinação entre a população de até 19 anos, considerado baixo pela gerente de Epidemioligia da secretaria, Sônia Fernandes. O Ministério da Saúde recomenda alcance de 90% de imunização entre crianças e adolescentes entre 0 e 19 anos. Em Londrina, dos 160 mil jovens enquadrados na faixa etária, somente 20% estão imunizados.
Equipes da secretaria municipal de Saúde vão visitar todas as escolas estaduais, municipais e particulares da Área Central. A meta da secretaria é vacinar cinco mil estudantes. Segundo a auxiliar de enfermagem Maria Isabel Serra, as escolas da periferia deverão ser atendidas pelas unidades de atendimento municipais correspondentes.
A intensificação iniciada ontem é a terceira fase do processo de imunização da população contra a hepatite B. As duas primeiras fases foram realizadas em agosto e setembro do ano passado. ''Quem ainda não tomou as duas primeiras doses pode procurar os postos de sa© úde da cidade, onde a vacina está constantemente disponível para pessoas com idade entre 0 e 19 anos'', apontou Isabel.
No Colégio de Aplicação, onde 1,2 mil alunos de 1 série ao ensino médio são atendidos, a equipe da secretaria espera poder regularizar a situação de todos os estudantes que não estão com a carteirinha de vacinas em dia. Segundo o vice-diretor da escola, Homero Amaral, a receptividade dos alunos à campanha foi grande. ''Orientamos todos a trazer as carteirinhas para a vacina.
Apesar de não terem muito conhecimento sobre os riscos que a doença oferece, muitos alunos aguardavam na fila para a vacina. ''Só sei que é importante, não conheço muito bem os motivos para a necessidade'', admitiu Jamilly Almeida, 15 anos. Já Luciano da Silva, 16 anos, mostrou consciência quanto à importância da imunização. ''É preciso incentivar a vacinação, principalmente entre os jovens, por causa do início das atividades sexuais'', explicou.
Luciano referiu-se a uma das formas de contágio da hepatite B, que pode ser transmitida por contato sexual, além de transmissão por sangue e hemoderivados, procedimentos cirúrgicos e contato materno-fetal. Os sintomas mais comuns da doença são icterícia, urina escura e fezes esbranquiçadas. Pacientes crônicos podem desenvolver câncer de fígado e cirrose hepática. ''Nesses casos há risco de morte'', alertou Sônia.

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