Silvana Leão
A secretária de Estado da Criança e Assuntos da Família, Fani Lerner, prometeu ontem, em visita a Londrina, fazer tudo o que estiver ao seu alcance para evitar o fechamento da Escola Oficina, localizada no Conjunto João Paz (zona norte). A entidade – a única no município a trabalhar com crianças que vivem em estado de risco – passa por dificuldades financeiras desde que foi rompido um convênio existente até o ano passado com a Secretaria da Criança e Assuntos da Família (Secri), que repassava uma verba equivalente a R$ 91 mil por ano, destinada à folha de pagamento da escola.
Fani Lerner, que esteve na cidade para inaugurar reformas no prédio da Guarda Mirim e em duas creches de Londrina, pretendia se reunir ontem, no final da tarde, com membros da Associação da Criança e do Adolescente de Londrina (Acalon), mantenedora da escola. A idéia, segundo a secretária, era discutir algumas modificações técnicas (como o aumento no número de crianças) e outras propostas que possam contribuir para contornar as atuais dificuldades.
Ela lembrou que desde o início, a idéia inicial do projeto da Escola Oficina é que fosse auto-sustentável. ‘‘Há mais de três anos estamos comunicando a Acalon que o repasse teria que ser rompido. Mas é evidente que não vamos deixar a escola fechar.’’ Segundo a assessoria de comunicação da vice-governadora Emília Belinati, ela já encaminhou à Secri um pedido de providências para a retomada de convênio que garanta o funcionamento da entidade.
Em conversa rápida com funcionários da Escola Oficina que a esperavam na frente do estacionamento do aeroporto, a secretária voltou a garantir que irá se esforçar para encontrar uma solução. O prefeito Antonio Belinati (PFL) afirmou que ‘‘será o maior crime se a escola fechar’’.
Depois de inaugurar as reformas da Guarda Mirim, onde foram investidos R$ 36,7 mil em melhorias no prédio, a secretária visitou a Creche Imaculada Conceição, no Jardim União da Vitória (zona sul), e a Creche Maria Helena de Castro Costa Januário, no Conjunto Parigot de Souza (zona norte), onde foram investidos R$ 54 mil repassados pela Secri.

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