Dimitri do Valle
De Curitiba
A Secretaria de Estado da Educação espera que até o final deste mês cerca de 7 milhões de livros didáticos sejam devolvidos nas escolas públicas do Paraná. A mobilização faz parte do programa nacional do livro didático, do Ministério da Saúde, que prevê o reaproveitamento do material. Os livros serão usados até o ano 2001 por alunos do período primário e ginasial no Estado.
A expectativa é de que o índice de danos nos livros seja o mínimo possível. A técnica pedagógica da secretaria, Dolores Follador, diz que o Paraná é o Estado da região sul com o mais baixo percentual de devoluções de livros danificados. Na média, os estudantes do três estados da região Sul são responsáveis pela avaria em 20% do total de lotes dos livros. É o menor índice do País, mas Dolores reconhece que ainda é alto.
Seguindo esta tendência, alunos de escolas particulares também aproveitam para trocar livros. Uma delas é a Escola Atuação, no bairro Santa Quitéria, em Curitiba. Das 15 às 19 horas, um grupo de sete mães de alunos resolveu promover um troca-troca de livros diáticos usados. A expectativa é de que fossem trocados cerca de 1,5 mil livros que tiveram alguma utilidade neste ano letivo e possam ser reaproveitados no ano 2000.
A principal vantagem da troca de livros, segundo Dolores Follador, da Secretaria de Estado da Educação, é a possibilidade de economia para as autoridades e as famílias de baixa renda. A mesma filosofia é empregada na Escola Atuação. A diretora pedagógica da escola, Esther Cristina Pereira, defende que é preciso conscientizar as crianças sobre a importância da reutilização do papel, até como forma de educá-las para preservar o meio-ambiente. Na semana passada, a escola realizou um mutirão entre os alunos. Os próprios estudantes limparam as redondezas da instituição para exercitar métodos de limpeza urbana que podem ajudar a evitar enchentes.

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