Sarandi - A diretoria do Meio-Ambiente de Sarandi (7 km a leste de Maringá) embargou a construção de uma fossa séptica de um sistema funerário que pretende utilizar o local para dispensar resíduos de corpos. O diretor municipal, Rogério Calazans, disse que o embargo teve o objetivo de prevenir riscos à saúde pública porque a água potável de Sarandi é captada de poços artesianos.
Segundo Calazans, a fossa de oito metros de profundidade é perigosa porque alguns poços de Sarandi minam água com apenas 12 metros. O diretor municipal também justificou a medida no fato de que área da construção é de zona comercial diferenciada e não tem autorização para serviço funerário. A obra está sendo realizada em uma rua próxima ao centro da cidade.
Para o diretor do Sistema Prever (convênio funerário e de saúde), Reginaldo Czezacki, o município está equivocado porque a licença para a construção de fossa séptica é concedida pela Vigilância Sanitária Estadual. Czezacki explicou que a confusão foi criada porque a tanatopraxia - procedimento que retira todo o líquido do cadáver - é recente no Brasil.
Conforme o diretor do Prever, os resíduos não seguem direto para a fossa porque recebem um tratamento prévio de desinfecção. ''A técnica é moderna e há cinco anos trabalhamos em Maringá sem nenhum tipo de problema'', disse Czezacki. O diretor do Prever afirmou que está providenciando a documentação necessária junto à Vigilância Sanitária Estadual. ''São eles que irão fiscalizar e aprovar a obra que está sendo realizada por um engenheiro sanitarista a partir de um projeto legalizado'', explicou ainda Czezacki.

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