Secretária diz que de imediato medida é inviável
Secretária diz
que de imediato
medida é inviável
A secretária de Saúde de Campo Mourão, Rosemeire do Carmo Martelo, disse ontem que a prefeitura não tem condições financeiras de colocar em prática, de imediato, a lei que obriga as receitas a serem datilografadas ou digitadas. Não temos dinheiro, ressaltou. Segundo ela, o Conselho Regional de Medicina (CRM) já determina que os médicos emitam receitas com letras legíveis, mas isso nunca foi cumprido. Rosemeire é enfermeira.
A maioria dos médicos não sabe nem mexer numa máquina de escrever, disse a secretária. Por isso mesmo, Rosemeire havia dado um parecer contrário à proposta. Vamos ter que contratar uma secretária para cada médico, previu. De acordo com ela, o projeto apenas aumenta o custo para o município sem melhorar o serviço. Quem precisa entender a receita é o farmacêutico e, se isso não acontecer, ele (farmacêutico) deve ligar para o médico.
Rosemeire disse que vai aguardar o enviou do projeto para sanção para conversar com o prefeito Tauillo Tezelli (PPS) sobre o que pode ser feito. Ela teme que seja preciso tirar dinheiro de programas mais importantes para equipar os postinhos de saúde. Será que as pessoas acham mais importante uma receita datilografada ou o remédio da prateleira da farmácia básica?, questionou a secretária. Campo Mourão tem 16 postos de saúde. (S.S.)





