Três casos de sarampo já confirmados no Paraná e outros sete suspeitos estão preocupando a Secretaria Estadual da Saúde, que pode anunciar hoje medidas preventivas, entre elas, até a decisão de vacinar crianças nas regiões afetadas. Erradicada do Estado em função das vacinações em massa e há dois anos sem qualquer registro, a doença fez este ano vítimas em Foz do Iguaçu (um caso) e em Jataizinho (dois). Nos casos já confirmados, as crianças passam bem.
Mesmo assim, a secretaria resolveu antecipar medidas de controle para evitar surtos da doença, como está acontecendo nos Estados de Santa Catarina e São Paulo. O secretrário de Saúde Armando Raggio concede entrevista coletiva hoje pela manhã para falar sobre o controle do sarampo e as ações que estão sendo realizadas pelos técnicos das regionais de saúde, para evitar a propagação da doença.
Meningite A Secretaria Estadual de Saúde também enfrenta nos últimos 30 dias um aumento de casos de meningite viral em Curitiba e Região Metropolitana. Desde o início do ano, já foram registrados 304 casos nos 29 municípios da Região Metropolitana, com 36 mortes. A grande maioria por meningite bacteriana. Duas mortes aconteceram em 18 dias.
Moradores de Colombo, município onde aconteceram os casos mais recentes, alegam que mais pessoas morreram em virtude da doença, ao invés dos quatro já notificados. No sábado, as famílias das quatro pessoas que morreram naquele município fizeram um protesto no pátio do Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba. A maior preocupação dos parentes e vizinhos é com relação à possível contaminação.
De acordo com Josiane Aparecida Costa, filha de Edirlene Ignácio Costa (uma das mortes confirmadas), no total oito pessoas morreram ao contraírem meningite. Todas moravam na Vila Guarani, em Colombo. ‘‘O mais estranho de tudo é que a Vigilância Sanitária não esteve no bairro para fazer o bloqueio da doença e no atestado de óbito da minha mãe consta ‘vasculite não especificada’ como a causa mortis.’ Josiane disse que, segundo outro médico consultado, esta doença não existe.
Indignadas com a falta de atenção das autoridades sanitárias e dos médicos, as famílias afirmam que as vítimas tiveram os mesmos sintomas: febre, dor de cabeça, tontura e vômito. ‘‘Os médicos do Hospital de Clínicas mandaram minha mãe para casa dizendo que era uma meningite viral fraca, mas ela acabou morrendo’’. A secretaria municipal alega que a morte se deu por complicações vasculares.
A sobrinha de Edirlene, Elizabeth Borges Fernandes dos Santos, de 31 anos, também morreu depois de contrair a mesma doença. As outras duas vítimas foram Silmara Nascimento Sales, de 25 anos, e Alana Lanfrefi, de um ano e dois meses. Esta vítima de meningite meningocócica (bacteriana).
A Vigilância Epidemiológica recomenda medidas como evitar lugares fechados, manter os ambientes arejados e procurar o serviço se saúde mais próximo ao surgir qualquer sintoma.

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