Londrina - A Secretaria de Segurança Pública reafirmou ontem que as ações policiais realizadas com helicópteros compensam os gastos de R$ 180 mil mensais com à locação dos aparelhos. As duas aeronaves foram motivos de polêmica durante os primeiros dois meses de funcionamento do Centro de Operações Aéreas (Coer), já que o Governo do Estado mantém dois helicópteros em sua frota há exatos dez anos.
Em nota divulgada ontem, referindo à reportagem publicada pela Folha, a Secretaria destacou que ''as quase 90 operações e os oito resgates justificam a locação'' e que a compra dos mesmo custariam aos cofres públicos quase R$ 12 milhões. O órgão público informou ainda que as aeronaves compradas em 1992 - atualmente sob os cuidados da Casa Militar e destinados às demais secretarias de Estado e Defesa Civil - ''estão defasadas e não são adequadas para ações de resgate e patrulhamento'', desenvolvidas pelo Coer.
As informações são as mesmas publicadas pela reportagem. A Secretaria, no entanto, não disse quanto foi gasto na compra dos mesmos há dez anos, assim como os custos de manutenção de equipamentos, adquiridos na época com fundos de reequipamento das polícias Militar (Funrepm) e Civil (Funrespol).
A polêmica não estaria no valor de mercado dos equipamentos, alugados para o combate à criminalidade na capital e no interior, mas sim na possibilidade de adquirir novas viaturas (seriam pelo menos dez veículos/mês) ou contratar homens (cerca de 200 policiais militares com os atuais salários) com o dinheiro usado na locação.
Para a implantação do Coer, o Governo criou um decreto estadual para dar autonomia à Secretaria de Segurança, devido aos entraves de um decreto anterior (nº 3488/01), que determinava a responsabilidade pela aquisição e uso de aeronaves do Estado para a Casa Militar.

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