Secretaria de segurança não tem estatísticas Luciano Augusto Reportagem Local
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sábado, 31 de julho de 2010
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
A falta de controle das ocorrências dá a falsa impressão de que o roubo de caminhões e cargas é um problema menor em relação às outras modalidades de crimes contra o patrimônio no Estado. O argumento usado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) é de que a criação de uma delegacia especializada em roubos de cargas e caminhões não é urgente porque o número de ocorrências seria insignificante. Porém, a mesma Sesp não dispõe de nenhuma estatística específica nem separa as ações criminosas cometidas nas estradas ou contra caminhões e caminhoneiros.
A carência de informação mascara o que de fato acontece nas estradas do Paraná. Na região de Ponta Grossa (Campos Gerais), um dos principais entroncamentos de caminhões e cargas do sul do País, a Polícia Civil está à caça de quadrilhas especializadas no ataque a carregamentos de cigarros.
Conforme o delegado-adjunto da 13ªSubdivisão Policial, João Manoel Garcia Alonso Filho, somente nas últimas semanas ocorreram roubos em Sengés, Ponta Grossa, Palmeira, Pitanga e Jaguariaíva. Segundo ele, quadrilhas locais e de outras regiões do Estado estariam por trás dos crimes. Normalmente, os roubos acontecem na entrada das cidades. Eles tem todo o know-how, sabem direitinho o que fazer e já têm o receptador (para comprar a carga roubada), comentou o delegado, afirmando que pelo menos cinco pessoas foram presas acusadas de ligação com estes grupos.
O comandante da 5ªCompanhia de Polícia Rodoviária de Ponta Grossa, capitão Edmauro de Oliveira Assunção, lembrou que a região sempre foi uma das mais visadas do Estado e que os alvos preferenciais eram e continuam sendo os ônibus de turismo que seguem para compras no Paraguai ou São Paulo. Geralmente, os crimes são cometidos por quadrilhas de fora que vem, cometem o roubo e retornam para suas cidades de origem, destacou o oficial.
Enquanto isso, dados da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) apontam que apenas dez ocorrências de assaltos foram registrados neste ano. Todos a ônibus de turismo, diz o capitão Alexandre Anderson Pereira, relações públicas do Comando da Polícia Militar Rodoviária. Quatro deles aconteceram na PR-317, próximo à cidade de Peabiru. É uma rota usada por pessoas que vêm da região de Foz do Iguaçu, explica. Os números de 2009 não foram apresentados.
O assessor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Fabiano Moreno, informou que em 2010 também ocorreram apenas dez roubos a cargas no estado. No primeiro semestre deste ano, o número chega a sete ocorrências nos 3,5 mil quilômetros pertencentes a PRF. (Colaborou Marian Trigueiros)


