Secretaria de Saúde investiga duas suspeitas
Mais duas suspeitas de dengue hemorrágica estão sendo investigadas pela Secretaria de Saúde de Londrina. O mais recente é o caso do protético Valdir Góes, 32 anos, que foi sepultado ontem, no Cemitério Jardim da Saudade (zona norte). A mulher do protético, Eliane Pereira Góes, questiona o atestado de óbito, que apontou gastroenterocolite aguda e desequilíbrio eletrolítico. ''Ele foi internado no Hospital da Zona Sul e o médico atendente diagnosticou como dengue'', afirmou ela, durante o velório em sua casa, na Vila Casoni, área central.
A gerente de Epidemiologia, Sônia Fernandes, da Secretaria Municipal de Saúde, disse que pela análise e histórico dos últimos exames laboratoriais, colhidos sete horas antes da morte de Valdir, os indícios não apontavam para dengue hemorrágica. ''A pressão arterial, as plaquetas no sangue, a prova do laço e o hemograma não apresentaram indicações neste sentido'', destacou.
No entanto, admitiu que o quadro clínico estava obscuro, com sintomas e sinais parecidos com os de dengue. Segundo Sônia, o protético apresentou dor nos membros inferiores, diarréia e vômito. ''Será preciso investigar melhor'', reconheceu.
O laudo do Laboratório Central do Paraná (Lacen) sobre as causas da morte da menina Danielle de Oliveira, 9 anos, que morava no distrito de Lerroville (zona sul), deverá ser divulgado na próxima terça-feira. O registro de óbito aponta dengue hemorrágica como uma das causas da morte, ocorrida no início deste mês. Mas as autoridades municipais de Saúde questionam o fato.





