O diretor da Penitenciária Estadual de Maringá, Antônio Tadeu Rodrigues, chegou ontem a Londrina com a missão de realizar sindicância administrativa para apurar as denúncias de agressão e maus tratos na Casa de Custódia de Londrina (CCL). Rodrigues foi enviado pelo Secretário de Estado de Justiça, Aldo José Parzianello, depois que o Centro de Direitos Humanos (CDH) formalizou as denúncias.
De acordo com o CDH, as denúncias vem sendo apontadas desde abril de 2002. O caso mais recente teria acontecido no último final de semana, contra um preso que não quer ser identificado. Ele foi submetido a exame de corpo delito no Instituto Médico-Legal (IML). O resultado ainda não foi divulgado.
Rodrigues terá aproximadamente 15 dias para concluir a investigação e enviar seu relatório para a avaliação do secretário. Os envolvidos no caso, de acordo com ele, começarão a ser ouvidos a partir de sexta-feira. ''Existem vários documentos que quero analisar antes de conversar com eles. Todos os citados serão convocados a depor'', afirmou.
Devido às denúncias, o coordenador da regional Sul do CDH, Jorge Custódio Ferreira, afirma que vem sendo ameaçado e que já teria prestado queixa.
O diretor da CCL, major Edison Tomaz, já havia afirmado à Folha que uma investigação interna foi instaurada para apurar os fatos e três agentes foram afastados de suas funções na carceragem.

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