O delegado do 6º Distrito Policial, Algacir Ramos, adiantou ontem que pretende ouvir a secretária municipal de Educação, Carmen Sposti, na próxima segunda-feira. Além dela deverão ser ouvidos também a supervisora Ana Lúcia, que era a responsável pela Escola Municipal Bento Munhoz da Rocha Neto no dia do acidente que matou o estudante Victor Hugo Ferreira Silvestre, de 15 anos, uma irmã do adolescente e o namorado dela.
Para o delegado, o crime culposo já ficou caracterizado pelos depoimentos de ontem. ''O diretor e o funcionário foram indiciados por homicídio culposo, pois o crime já está configurado sem sombra de dúvida'', comentou Ramos. De acordo com ele, resta agora apurar quem ligou o disjuntor naquela noite e se agiu a mando de alguém. Ele afirmou ainda que também deverá tomar o depoimento de um vigia da escola, de nome João Batista, que algums dias antes da morte do estudante teria comentado com o pedreiro indiciado pelo crime que mesmo após a construção da cerca de arame, vândalos teriam invadido a escola por aquele local.
Tanto o diretor quanto o funcionário do munícipio também poderão ser responsabilizados administrativamente pelo acidente. Segundo informou a Secretaria Municipal de Educação no início da semana, foi formada uma comissão de sindicância que terá 30 dias para investigar se houve responsabilidade de algum servidor municipal. Na ocasião, a secretária garantiu em entrevista à Folha que nenhuma escola do município tem ou possui autorização para instalar cerca elétrica. Na tentativa de apagar as lembranças tristes do acidente, funcionários da prefeitura retiraram a cerca no início da semana e pintaram os muros da escola. As aulas foram suspensas por dias e só foram retomadas na última quarta-feira. (L.A.)

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