Secretaria de Educação reforça avaliações
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - A qualidade de ensino na rede pública é alvo de preocupação constante de autoridades do setor, professores, alunos, pais e familiares. É o caso do socorrista Lucas Rodrigues Lopes, de 28 anos, que na manhã de ontem tentava vaga para o sobrinho de 8 anos na Escola Municipal Hélvio Esteves, no Jardim Beleville (zona norte de Londrina). Para ele, o maior problema da educação é a falta de igualdade na qualidade do ensino das escolas do centro da cidade e dos bairros mais afastados. "É preciso melhorar a qualidade dos professores. Algumas escolas possuem professores ótimos, mas outras precisam melhorar bastante", analisou.
As aulas na rede municipal de ensino serão retomadas amanhã. São cerca de 40 mil alunos. E com o objetivo de tornar melhorar a qualidade do ensino e tornar o nível do trabalho mais homogêneo em toda a cidade, a Secretaria de Educação está reforçando a avaliação do aprendizado dos alunos de todas as escolas municipais de Londrina.
No ano passado, a pasta realizou a primeira avaliação sistêmica dos 1º, 2º e 3º anos do ensino fundamental, com a aplicação de uma prova para os alunos dessas séries para verificar em quais áreas eles apresentam mais dificuldades. Neste ano, a previsão é de que a pasta aplique dois testes ao longo do ano nas séries iniciais.
A diretora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, Mariângela de Souza Prata Bianchini, explicou que os alunos do 4º e 5º anos já são avaliados pelo Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, um programa federal que visa assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os 8 anos de idade. "Por iniciativa do município, essa avaliação foi adaptada para os alunos das séries iniciais do ensino fundamental", explicou.
A previsão é que a avaliação possa ser aplicada duas vezes ao ano. "Por meio desta iniciativa poderemos melhorar a qualidade do ensino e dos professores. Essa avaliação ficará disponível apenas internamente, para que não haja uma comparação entre as escolas. Cada uma deve trabalhar as suas deficiências de acordo com esses resultados e das sugestões enviadas pela Secretaria de Educação", explicou Mariângela.
Segundo a coordenadora de comunicação e eventos da Secretaria Municipal de Educação, Talícia Serafini, a pasta trabalha com formação continuada de todos os professores da rede municipal. "A carga horária mínima anual é de 40 horas para as práticas pedagógicas previstas no calendário escolar. Além dessa formação, os professores de educação física, contraturno, biblioteca, informática, inglês e oficinas pedagógicas possuem mais 44 horas de formação especifica na área", enumerou.
Talícia aponta que os diretores também possuem formação específica de mais 40 horas e os supervisores, de mais 48 horas. "Além dessas formações que ocorrem durante o período de trabalho, também são ofertados cursos de formação em diversas áreas fora da jornada de trabalho. O professor pode optar por fazer ou não."
Desde 2003, os concursos para professores da rede municipal de ensino exigem nível superior. "Hoje a rede municipal possui apenas seis professores sem ensino superior dentre os 4 mil que atuam", revelou Talícia.
A maior parte dos professores possui formação em Pedagogia (mais de 40%) e os demais, formação superior em outras áreas, como História, Matemática ou Letras. De acordo com Tânia Aparecida Félix Gertrudes, diretora da Escola Municipal Professor Hélvio Esteves, os professores com graduação em Pedagogia têm plenas condições de ministrar aulas de Matemática, Português ou Ciências. "A Pedagogia proporciona a formação básica para trabalhar todos esses conteúdos e esses profissionais não enfrentam dificuldade alguma para ministrar aulas sobre essas disciplinas", apontou.
Atualmente a rede municipal conta com 753 professores atuando nos Centros Municipais de Educação Infantil (659 efetivos, 19 teste seletivos e 75 com hora extra); e nas turmas de educação infantil são mais 124 professores (106 efetivos, 5 teste seletivo e 13 hora extra). Os demais ficam nas escolas municipais.


