Secretaria da Mulher pede ajuda de motoristas contra violência
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quinta-feira, 12 de setembro de 2002
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
Motoristas e cobradores da empresa Transporte Coletivos Grande Londrina (TCGL) passarão a atuar como agentes de informação contra a violência contra a mulher. A idéia foi discutida ontem, durante a palestra ''Violência contra mulher - unidos para mudar esta triste realidade'', promovida pela Secretaria Especial da Mulher em parceira com a empresa de transportes, no anfiteatro da Supercreche.
Segundo a secretária da Mulher, Maria José Barbosa, o evento foi concebido para multiplicar as informações sobre as diversas formas de violência contra a mulher e como fazer para evitá-la. ''É preciso informar, orientar e levar as pessoas à reflexão. Os motoristas são ótimas fontes, pois estão sempre em contato com a população'', explicou.
Maria José afirmou que todas as pessoas têm condições de repassar as informações desde que conheçam realmente o assunto. ''E é muito importante que as mulheres façam as denúncias. A violência é uma fonte de sofrimento e acaba com a dignidade da mulher'', apontou.
A pena para quem comete agressões física, sexual, social ou psicológica a mais difícil de indentificar pode ser a reclusão ou realização de serviços para a comunidade.
A secretaria adiantou que essas palestras também serão realizadas em parceria com outras empresas.
Para o motorista de ônibus, João Alberto Pinheiro, é comum no dia-a-dia ver as agressões e o desrespeito contra a mulher. Ele contou que através de gestos e palavras, frequentemente percebe os constrangimentos causados às mulheres. ''Quando uma mulher grávida ou com uma criança de colo entra no ônibus, muitas vezes ficam sem lugar. Cansei de ter que parar o veículo e pedir para que as pessoas, homens principalmente, cedessem o lugar'', relatou. ''Ninguém é obrigado, mas existe o bom senso''.
Rubens Afonso Marques, outro motorista que assistia à palestra, acredita que é uma ''tremenda covardia'' toda forma de violência contra a mulher. Ele relatou que já presenciou a violência nos ônibus e com seus vizinhos. ''Já vi casais discutindo na frente dos filhos. Isso é horrível'', afirmou.


