A Secretaria Especial da Mulher vai passar por mudanças. Dora Barnabé, responsável pela pasta, informa que o Executivo deverá encaminhar à Câmara, ainda em março, projeto modificando a atual estrutura da secretaria. ‘‘Não há como ter uma atuação preventiva, no que diz respeito às questões de gênero, sem uma parceria com quem estabelece as políticas públicas e as instituições’’, acredita a secretária.
A argumentação e a pressão dos movimentos organizados de Londrina - diz Dora Barnabé - sensibilizou o Executivo, que concordou em elaborar novo projeto para a Secretaria. A reforma administrativa, aprovada no final do ano passado, transformou a Coordenadoria Especial da Mulher (CEM) em secretaria. Mas a mudança acabou limitando o raio de ação no setor, e gerou protestos em vários setores da comunidade.
Na época, a vereadora e ex-coordenadora do CEM, Elza Correia (sem partido), também foi contra o projeto da reforma administrativa. Ela alertou que o projeto encaminhado pelo Executivo descaracterizava o objetivo principal da criação da Coordenadoria. Para Elza, a Secretaria da Mulher estaria reduzida a um mero prestador de atendimento às mulheres vítimas de violência.
‘‘O atendimento à mulher vítima de violência é apenas um dos trabalhos que precisamos desenvolver’’, diz Dora Barnabé. Ela explica que a secretaria quer manter dois grandes programas: o desenvolvido pelo Centro de Atendimento à Mulher (CAM) e um voltado para informação, formação e prevenção da violência contra a mulher.
Dora Barnabé esclarece que a secretaria pretende atuar na prevenção, garantindo que todas as informações sobre os direitos da mulher cheguem à comunidade. ‘‘Vamos ainda lutar para que esses direitos passem a integrar e a ser respeitados por todos os órgãos’’, diz Dora Barnabé.
Uma vez aprovado o projeto, a Secretaria Especial da Mulher vai poder trabalhar com as demais secretarias, propondo ações em parceria. ‘‘Vamos estar trabalhando junto às várias secretarias para orientar, sugerir e defender os interesses das mulheres e de gênero’’, comenta Dora. A mudança da estrutura atual também vai permitir que a Secretaria da Mulher desenvolva programas de informação para os jovens e crianças, nos bairros e escolas.
O CAM, garante ela, vai continuar dando atendimento integral à mulher vítima de violência, mantendo sua equipe de psicólogas, assistentes sociais e advogados.

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