A Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos não concorda com as afirmações da professora Zióle Malhadas, coordenadora do projeto ProAr, do Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente de Desenvolvimento, da UFPR, que revelam um nível elevado de ozônio no ar de Curitiba. O secretário Hitoshi Nakamura, do Meio Ambiente, assegura que avaliações feitas em pontos estratégicos apontariam uma boa qualidade do ar.
A divulgação dessas informações é considerada ‘‘precipitada e perigosa’’ pelo secretário. Segundo ele, principalmente porque resultam de um estudo não apropriado para a classificação do ar e, portanto, não reconhecido pelo órgão ambiental. A professora Zióle Malhadas foi procurada pela Folha, mas estava participando de um congresso na Bahia.
Nakamura informa que a medição da qualidade do ar de Curitiba, feita pelas estações de monitoramento da Cidade Industrial e Centro Politécnico no período de 5 de maio a 26 de outubro, apontaram baixas concentrações de ozônio e dióxidos de enxofre e nitrogênio. Segundo ele, os valores estariam abaixo dos limites fixados pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Na CIC, a concentração variou de 19 a 60 microgramas por metro cúbico, e no Centro Politécnico entre 10 e 30, enquanto o parâmetro máximo é 160.
O Instituto Tecnológico do Laboratório Central de Pesquisa e Desenvolvimento da Copel/ UFPR (Lactec) - que participa da medição da qualidade do ar - contesta a afirmação da professora Zióle, de que são encontradas até 240 partes por bilhão de ozônio na cidade, valor quatro vezes superior a Cubatão. O Lactec considera que, com base nas informações do relatório ProAr, não se pode fazer com segurança um diagnóstico a respeito da qualidade do ar de Curitiba. (I.R.)

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