Secretária conhece experiência de artesãos londrinenses
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segunda-feira, 26 de março de 2007
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
O londrinense Marcelo Minka expôs seus trabalhos feitos em cerâmica e penas de aves brasileiras em feiras internacionais de artesanato. Ermelindo Alves ganhou até certificado do Serviço de Apoio à Pequena Empresa (Sebrae) em reconhecimento à sua arte. Gisele Frata Torrecillas exportou, recentemente, 4 mil sabonetes artesanais, feitos com o mais puro mel de abelha, para clientes de Milão, na Itália. Marcia Kaneko movimentou toda uma comunidade na fabricação de objetos artísticos a partir da reciclagem de filtros de café.
Exemplos de que o artesanato deve ser encarado como obra de arte e um multiplicador de benefícios para a sociedade, os artesãos filiados da Associação de Artesanato e Estilo (Artest) receberam, na tarde de ontem, a visita da secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Márcia Lopes.
Ela veio à Londrina aprender mais sobre o funcionamento da associação para disseminar a iniciativa para outras regiões do País. ''A Artest tem um trabalho importante na identificação e capacitação de artesãos e na comercialização de arte nos mercados interno e externo a ser aproveitado por outras regiões brasileiras.''
Segundo Márcia Lopes, um dos objetivos do ministério é investir em políticas sociais mais integradas e num plano de desenvolvimento local sustentável, ''aproveitando experiências de sucesso já existentes, como é o caso da Artest''.
Com apoio da Agência de Promoção de Exportação e Investimento do Governo Federal (Apex) e do Sebrae, a associação londrinense reúne 600 artesãos paranaenses, com destaque para os profissionais do Norte do Estado. Formada em 2004, a Artest utiliza materiais recicláveis para produção de obras de arte, acessórios femininos, bordados e móveis.
''O destaque são itens utilitários e decorativos, que representam a vocação da nossa região'', afirmou a coordenadora da associação, Denise Mucci, ressaltando que parte da produção já é vendida para clientes da Itália, Alemanha, França, Coréia, Estados Unidos, Dinamarca, Israel e Japão. ''Entre 2004 e 2006 foram movimentados 200 mil euros em exportação'', calculou.
Segundo Denise, os artesãos já pleitearam junto à Prefeitura de Londrina um terreno para a construção de uma sede que irá agregar a criação e exposição dos trabalhos. ''A idéia é montar um showroom permanente para divulgação das obras produzidas que deve ficar pronto ainda este ano.''
Há dez anos trabalhando na confecção de caixas, pratos e vasos de madeira, Ermelindo Alves viu seu trabalho ser reconhecido depois de entrar para a Artest. ''A associação promove a gente no Brasil e no mundo.''
O artesão Marcelo Mika reconheceu que seria difícil participar de feiras internacionais sem o apoio da associação. ''O espaço nessas feiras é muito caro.'' Cada peça que ele confecciona é única e feita por encomenda. ''Tem gente que precisa ver nosso trabalho lá fora para comprar aqui no Brasil'', assinalou o artesão, que ainda tem em Londrina seu maior público.
O colega de profissão concorda e emenda. ''Apesar de trabalhar em Londrina, meus clientes estão em Rolândia, Arapongas, Cambé, São Paulo'', contou Ermelindo Alves.


