Problemas nas ruas não são uma novidade para a população londrinense, tanto que dirigir na malha viária requer cuidados extras. Os buracos são tão grandes que acabam compromentendo os veículos e, principalmente, a segurança dos motoristas, que fazem manobras constantes para desviar dos buracos.
A boa notícia é que secretário interino de Obras, Junker Grassioto, anunciou um pacote de investimentos de R$ 12,5 milhões para recapeamento e pavimentação em 13 pontos da cidade.
No entanto, moradores e comerciantes de algumas vias que serão beneficiadas parecem não acreditar mais nas promessas. Jair Rosa Soares, proprietário de uma pizzaria localizada na Avenida Arthur Tomas (Zona Oeste), diz que já perdeu as esperanças de que a rua seja recapeada. ''O pessoal da prefeitura diz que vem arrumar a rua, mas acaba só tapando os buracos.''
O aposentado Walter Reia, que mora quase na esquina da rua, compartilha da mesma opinião. ''Já disseram várias vezes que iriam recuperar a avenida, inclusive a última promessa é de que seria em novembro do ano passado. Mas já não acredito mais. É tanto buraco que, quando passa um caminhão, minha casa treme.''
São tantos remendos para tapar os buracos, que a avenida está cheia de irregularidades, dificultando a passagem de motoristas menos experientes. Glaucia Correa, instrutora de uma autoescola, comenta que os alunos não dirigem na Arthur Thomas. ''Seria uma boa pista para treinar, já que é longa. Porém, até mesmo pela segurança dos alunos, eles só pegam o carro em outra região.''
Na Rua Benjamin Constant, reclamações não faltam. Localizada no Centro da cidade e muito utilizada por ônibus metropolitanos com direção ao Terminal Urbano, a rua garante uma boa dose de aventura para quem passa por ela. Segundo um funcionário de uma loja de autopeças, a maioria dos motoristas reclama da falta de aderência no solo. ''São muitas ondulações, buracos, que os carros não conseguem frear direito. Nunca ouvi dizer que iriam recapear a rua. Mas que está precisando, está'', disse José Menegon.
Constatação validada enquanto a reportagem ficou por alguns minutos num semáforo da rua. ''Está impossível dirigir aqui. Não tem nenhuma estabilidade'', disse um motorista que passava no local. Um motorista de ônibus comentou que as reclamações do passageiros também são constantes. ''Eles gritam dizendo que vão cair com tanto balanço. É perigoso para os mais velhos'', destacou.
O secretário de Obras informou que são 13 projetos com verba reservada. ''Já encaminhamos o ofício para que o primeiro edital seja aberto em 15 dias, no máximo. Acredito que em até 60 dias, as 13 obras já estejam em andamento'', comentou. A verba faz parte do Programa Paraná Cidade, do governo do Estado. A primeira obra será na Avenida Arthur Thomas.
Grassioto prevê outros R$ 13,5 milhões de verba municipal. ''A secretaria possui R$ 1,5 milhão em seu orçamento. Estamos pleiteando uma suplementação de R$ 5,5 milhões para compra de material e outros R$ 6,5 para equipamento e pessoal. No entanto, essa verba será destinada a outros pontos críticos. No total serão quase R$ 26 milhões destinados a Londrina somente este ano. A metade do que necessitamos para toda a cidade, ou seja, cerca de R$ 56 milhões'', acrescentou. E a Rua Benjamim Constant, na Região Central, terá prioridade.

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