A pressão de diretores antigos, interessados na reeleição, levou a Secretaria Estadual da Educação (Seed) a mudar as regras para a escolha dos novos diretores de escolas públicas, marcada para o próximo dia 25. Agora podem concorrer todos os atuais diretores, inclusive os que assumiram o cargo antes de janeiro de 1991 e que, pelas normais originais, estavam excluídos da disputa. A resolução que altera as normas derrubou também restrições quanto a estágio probatório e formação dos candidatos e ampliou o prazo para registro de chapas até o dia 15.
A chefe da assessoria jurídica da Seed, Cecília Veiga de Macedo, diz que, das 2.500 escolas estaduais, só 140 têm diretores que assumiram antes de 1991. ‘‘É um grupo pequeno, mas muito forte e que exerceu uma pressão grande pela mudança’’, disse.
Segundo ela, a secretaria entendeu que a alteração não incentiva o continuísmo, já que a escolha é pelo voto direto de professores, alunos e pais. ‘‘Quem não for bem visto poderá ser eliminado pela força do voto’’, afirmou.
A nova resolução também derrubou o veto a candidaturas de professores efetivos que não completaram o estágio probatório. Outra mudança é que não é mais exigida do candidato formação em curso de licenciatura (aqueles que habilitam para o magistério, como Pedagogia e Letras). ‘‘Temos muitos professores que são médicos, engenheiros, psicólogos, e não seria justo excluí-los’’, diz Cecília. Podem concorrer ainda professores com 2º grau que tenham cursado o chamado ‘‘esquema dois’’ - curso técnico que habilita para lecionar.
Com a eliminação dessas restrições, a Seed espera que a maioria das escolas eleja seus diretores pelo voto da comunidade. Atualmente, metade dos diretores são indicados, por falta de candidatos na última eleição. Nas escolas em que não houver candidato haverá segundo turno no dia 29 de novembro. Se a falta persistir, a Seed indicará um diretor interino e fará nova eleição em abril.

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